domingo, 23 de julho de 2017

Nº 21.930 - "COMO TEMER MATOU O FIES E TIROU OS POBRES DAS UNIVERSIDADES"

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25/07/2017


COMO TEMER MATOU O FIES E TIROU OS POBRES DAS UNIVERSIDADES


Brasil 247 - 23 DE JULHO DE 2017 ÀS 13:22 

Nº 21.929 - "DILMA BEM QUE AVISOU..."


23/07/2017

DILMA BEM QUE AVISOU...



Brasil 247 - 23 DE JULHO DE 2017 ÀS 18:02 


Nº 21.928 - "Moro, olha o 'propinoduto' do Lula"

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23/07/2017


Moro, olha o "propinoduto" do Lula

Eleição sem Lula é fraude



Do Conversa Afiada - publicado 23/07/2017
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Bill Gates aprende com quem não fala inglês...
Entre 2011 e 2014, depois de deixar a presidência e deixar de ser funcionário público, Lula realizou 72 palestras para 45 instituições e empresas de diversos setores econômicos, nacionais e estrangeiras, como a Microsoft, Iberdrola, Telmex, Nestlé e Bank of América. Teve palestra no Museu de História Natural em Londres e na Biblioteca do Congresso Americano, em Washington. No Brasil, além de grandes bancos e construtoras, a Infoglobo, do Grupo Globo, contratou a LILS para uma palestra de Lula na Associação Comercial do Rio de Janeiro, pagando o mesmo valor por palestra que todas as outras empresas.

A realização de cada uma dessas palestras foi comprovada ao Ministério Público Federal por meio de fotos, vídeos e registros na imprensa, além de ter sido confirmada em depoimentos à Justiça por vários contratantes. Relatório com lista e relação de palestras já foi publicado há muito tempo na internet.

Lula poderia ter feito muito mais palestras profissionais do que fez, mas abriu mão de diversos convites pagos para falar, gratuitamente, para sindicatos, movimentos sociais, organizações multilaterais e governamentais, sobre temas como o combate a fome, integração continental e cooperação para o desenvolvimento e a paz mundial. Participou de atividades, gratuitamente, em países como Etiópia e Malauí, dentro da missão de promover políticas públicas de combate à pobreza e à fome.

Em 2014, quando tinha 68 anos de idade, e depois de um câncer, Lula decidiu aplicar parte dos recursos da LILS em um plano de previdência privada (PGBL), que tem como beneficiários seus filhos, que não são bilionários nem donos da Friboi. São os cerca de R$ 7 milhões bloqueados na Brasilprev. Um outro plano também bloqueado, no valor de R$ 1,8 milhão, tinha como beneficiária a esposa de Lula, Marisa Letícia, falecida esse ano.

Tudo dentro da lei, e feito com toda a documentação.
https://drive.google.com/file/d/0ByGzpZtSeHYAVzMyUGhmc25DRzg/view

Nº 21.927 - "O que temos agora e para 2018"


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23/07/2017


O que temos agora e para 2018

aroeiraassalt
Estamos a 14 meses de um processo eleitoral – se é que este processo, a esta altura, se possa considerar fora de riscos – e com o país em frangalhos.
Na economia, o único projeto imaginado, discutido e nitidamente fracassado – é como tapar os buracos fiscais.Primeiro cortando tudo, depois aumentando impostos sobre o consumo.
Nos investimentos em infraestrutura, a discussão é apenas o que eliminar de projetos, o que paralisar e o que vender.
Em matéria de serviços públicos, o que desmanchar, o que precarizar e o que, simplesmente, deixar á míngua de recursos mínimos.
Direitos sociais? Bem, neste caso o projeto é cortá-los, mutila-los e, fora de questão, negá-los às novas gerações, porque, afinal, isto aqui é uma Dinamarca tropical, onde aposentados, pessoas com deficiência e  com invalidez vivam à tripa forra.
E o mesmo com os trabalhistas, com estes indolentes que chacoalham hora e meia para ir e outra para voltar do trabalho, onde fingem que fazem alguma coisa? Corte-lhes a hora de almoço, as garantias, ponham-se num banco para trabalhar (e receber) só naqueles momentos em que se precisar deles!
O povo brasileiro terá de olhar estas eleições como a continuidade ou a reversão deste quadro.
E quem são os nomes postos ao desafio de fazer frente a esta situação, além de Lula?
Jair Bolsonaro, um elemento tão primário que é capaz de dizer, em entrevista á Veja, que a crise econômica é fruto da crise de violência, porque  “muitas pessoas compram relógio e tênis nas feiras do Paraguai porque serão assaltadas”?
Pois “seu” Jair nem sequer percebe que o desvio “ostentação” é tão ao contrário que centenas de jovens passam a noite numa calçada para comprar um tênis “de grife”, a R$ 1.200, ali pertinho dos moradores de rua?Nem que a banalização das armas, que generalizou o uso de fuzis em detrimento das ações de inteligência e a cumplicidade policial com o crime nos levou ao que estamos vivendo no Rio de Janeiro, em outras partes do país e logo, por toda parte?
Marina Silva, que nunca administrou coisa alguma senão a própria vaidade, que pratica a política com o some-aparece-some da conveniência e com o ódio e a inveja que a falsa candura não esconde?  Para quem todos devem explicações e tratamento duro por suas alianças, menos ela, metida numa desastrosa aventura aeronáutica abastecida com o dinheiro fedorento da corrupção?
Geraldo Alckmin – agora que aparentemente enquadrada a gula de seu pupilo Doria – com o seu marcante sabor de chuchu, seus sombrios negócios metroferroviários e sua luzidia obra de implantar pedágios? Um homem cuja visão nacional é tão grande quanto a dos seus heróis de 1932 e cujo olhar mal passa das divisas do estado e dos subdomínios ideológicos da elite paulista no Paraná e no Mato Grosso do Sul?
Como diria Fernando Henrique Cardoso, “é o que temos”.
Exceto Lula e por isso é imprescindível que ele não possa concorrer.
Para que o povo não acabe respondendo à pergunta sobre o que de bom lhe veio dos doutores engomadinhos de Curitiba, senão crise, recessão, desemprego, carências…
O povão, apesar de toda a máquina de propaganda, não é tolo como certa parcela da classe média, a quem sobraram o “Santo” da lista da Odebrecht, a “Santinha” na Natura e o “São Jorge” que bufa como dragão e é um capadócio?

Nº 21.926 - "Nassif: Lava Jato, em SP, ganha sua “Dallagnola”, o exibicionismo primário"

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23/07/2017


Nassif: Lava Jato, em SP, ganha sua “Dallagnola”, o exibicionismo primário




tham

Está circulando nas redes, esta semana,  um resumo do programa Roda Viva onde Reinaldo Azevedo, insuspeito de “petismos”, desmonta uma promotora que, por sua vez, desmanchava-se em elogios à “perfeição” (a expressão que ela usa é “tecnicismo”, querendo com isso dizer “boa técnica) da sentença de Sérgio Moro que condena Lula. Esta senhora, D. Thameia Danellonintegrante de uma nova “força-tarefa” da Lava Jato, recém inaugurada, começa seu trabalho copiando descaradamente o “goodboy” curitibano Deltan Dallagnol.
Ontem visitei seu Facebook. Até três anos atrás, apenas aquelas fotos de gatinhos e outros bichos e algumas poses, de camisa verde-amarela, na Avenida Paulista. Depois, quando se torna promotora, garota-propaganda das tais 10 medidas contra a corrupção e de Deltan Dallagnol/Sérgio Moro.
É o novo “saber jurídico”.
A nova Procuradora Geral, Raquel Dodge, tem a oportunidade de dar uma freada de arrumação nisso, enquanto está no início, ou tornará o MP uma instituição que tem um chefe formal e outro, prático e público, que se arvora em dono do poder e da verdade.
O texto de Nassif, publicado originalmente no GGN:

Os problemas de Danellon, a Dallagnol paulista

Luís Nassif, no GGN
Não começou bem a história da Lava Jato paulista.
Resume-se à transferência, para São Paulo, do desmembramento de algumas denúncias analisadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), contra réus que não disponham de foro privilegiado. De imediato, ganhou a cara da procuradora Thameia Danellon, lotada em São Paulo, apresentada como a chefe da Lava Jato paulista.
Pelos primeiros movimentos, Thameia representa a face mais comprometedora da Lava Jato.

É ativista política, conforme demonstrou participando ativamente das convocações do MBL (Movimento Brasil Livre) a favor do impeachment. Aliás, é sintomático o fato de terem sido abertas representações contra procuradores que participaram de atos contra o impeachment, e nada ter sido feito contra os que participaram ostensivamente dos atos a favor. Mas, enfim, esta é a cara do MPF.
Em São Paulo, Thameia transformou-se em figura fácil de programas nitidamente partidários.
Em participação recente no Roda Viva, a procuradora expôs todo o Ministério Público, ao receber lições de direito de um jornalista. Sua reação foi ir ao programa da notória Joyce Hasselman, para poder distribuir afirmações taxativas sem risco de ser questionada, ocasião em que atacou o STF (Supremo Tribunal Federal), apontando-o como risco à Lava Jato.
No programa Pânico, da Jovem Pan, ela se permite criticar o hermetismo dos Ministros do Supremo, ou, como diz o apresentador do programa, “dos veinhos que ficam votando”.
Nesses tempos de Lava Jato, o Ministério Público Federal foi afetado de várias maneiras.
Primeiro, o jogo político, no qual os principais lances eram casados com eventos políticos. Depois, o protagonismo indesculpável de procuradores, se colocando como heróis nacionais e se apropriando (inclusive monetariamente, através de palestras) dos benefícios de uma investigação que era mérito das prerrogativas constitucionais do MPF. Some-se a atuação política indevida, com pregações em redes sociais, rádios e TVs. Finalmente, o vazamento escandaloso de informações visando conquistar espaço junto aos veículos de comunicação.
Com exceção dos vazamentos – porque, a rigor, não há ainda o que ser vazado – a procuradora Thameia simboliza todos os vícios desse MPF, o salvacionismo, o ativismo político, a figura fácil em programas de rádio e TV.
É cautelosa apenas nos elogios aos seus chefes presentes e futuros. É significativa a maneira como elogia o chefe que sai, Rodrigo Janot, e, mais ainda, a chefe que entra, Raquel Dodge.
Nos elogios ou nas críticas denota um tipo de personagem público que se pretendia superado depois dos intocáveis de Curitiba, com suas conduções coercitivas espetaculosas, divulgação de conversas íntimas, imposição de humilhações públicas a pessoas e um facciosismo desmoralizante para o MPF. Mais uma vez se verá os episódios canhestros de um MPF a reboque dos MBLs da vida.
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sábado, 22 de julho de 2017

Nº 21.925 - " 'É muito triste. O Brasil não merece isso': o resumo preciso da tragédia nacional segundo Mujica. Por Kiko Nogueira"


22/07/2017


“É muito triste. O Brasil não merece isso”: o resumo preciso da tragédia nacional segundo Mujica. Por Kiko Nogueira


Do Diário do Centro do Mundo  -  22 de julho de 2017



“Tudo isso é muito triste. O Brasil não merece isso”



Por Kiko Nogueira


Resultado de imagem para kiko nogueiraO resumo da tragédia brasileira foi feito for duas pessoas, cada uma à sua maneira: Paulo Skaf e Pepe Mujica.

Skaf ressuscitou o pato inflado na Paulista que foi instrumental no impeachment, agora para protestar contra o aumento dos impostos dos combustíveis.

Lá está o bichão de 5 metros de altura na sede da entidade, agora desprovido de sua carga golpista, apenas um velho mascote de coxinhas que nunca estiveram interessados em combater a corrupção e sim em tirar o PT do poder.

“Não cabe à Fiesp falar sobre renúncia de presidente”, declarou Skaf quando inquirido sobre sua desaparecida combatividade.

É tudo parte da farsa nacional, traduzida por Mujica em entrevista à BBC Brasil. “É como se o Brasil estivesse voltando aos seus piores tempos”, afirmou o ex-presidente do Uruguai.

Reproduzo alguns trechos francos, doídos e bonitos:

“Atacar Lula, da maneira como o estão atacando, é impressionante. Colocam a eventual venda de um apartamento em uma praia… (o tríplex no Guarujá). Para um homem que foi presidente durante oito anos da principal potência da América Latina e com o antecedente da retirada de Dilma Rousseff do governo… realmente tudo isso gera a imagem de um Brasil muito doente.


E, além disso, aprovam um conjunto de reformas que vão para o passado, (anulando) as medidas que foram implementadas por Getúlio Vargas, que foi um presidente inesquecível e se suicidou por causa da pressão da oligarquia. É como se o Brasil estivesse voltando aos seus piores tempos”.

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“Acho que ele [Moro] está trabalhando no compasso desses setores ultraconservadores e, na verdade, o que se percebe é que pretendem fechar o caminho para a candidatura de Lula, porque de outra forma é difícil que possam evitar que ele vença.

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“E isso não soluciona o problema endêmico que o Brasil tem, que é um sistema político muito perigoso, com mais de 30 partidos políticos. Ninguém tem a maioria. Cada lei é uma negociação à parte. Então, em vez de ser um parlamento, o Congresso acaba virando uma bolsa de valores.

Isso é um problema de caráter constitucional. Não se pode governar um país com esse mosaico de partidos onde cada qual luta por seu próprio interesse e tudo se transforma em negociações. É um problema grave para o Brasil e, portanto, para nós também. Nosso pequeno país fica no meio de um sanduiche, ao lado de dois países grandes (Brasil e Argentina) em crise”.

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“Olha, eu mantenho minha fé no Lula. Eu o conheço há muitos anos. O acusam por um sítio. Uma vez estive no sítio e é muito simples, com uma casinha. Além disso, tem outra coisa, ninguém coloca ênfase no papel das empresas. Parece que as empresas são pecadoras e isso está virando moda no mundo.”

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“Tudo isso que está acontecendo no Brasil acaba interrompendo, no longo prazo, a esperança em uma sociedade. E na vida dos homens, das mulheres, das sociedades, precisamos ter esperança. O Brasil está cultivando o não acreditar em nada. E depois disso o que vem? O niilismo? O golpe de Estado?

Uma coisa é ser de direita e outra, conservador. O que há no Brasil está com cara de falso moralismo, e o fascismo na Europa se apresentou com cara de falso moralismo também”.

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“Me dá pena. Pena pelo Brasil por ver o que aconteceu com uma comissão (a Comissão de Constituição e Justiça) que estava estudando as eventuais acusações, e tiveram que mudar a composição dessa comissão. E tudo indica que houve muita influência para poder colocar gente que não decepcionasse o governo.

Tudo isso é muito triste. É um cenário que coloca o Brasil, na visão internacional, como uma república muito desprestigiada. O Brasil não merece isso”.

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“Esse é um velho mito que existe – de que é preciso reduzir os impostos aos mais ricos para fomentar sua ambição e que com isso vão investir e vão aumentar o trabalho. Mas, na verdade, é preciso levar em conta o salto tecnológico contemporâneo. Ou seja, multiplica-se a riqueza, mas não necessariamente os postos de trabalho.

A riqueza pode aumentar, e também o desemprego. E no caso do Brasil isso é evidente. O Estado tem que funcionar como escudo dos mais pobres, ou haverá uma polarização da riqueza na sociedade, e a concentração excessiva da riqueza acaba se transformando, indiretamente, em poder político a favor da riqueza”.

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“Isso me preocupa [a prisão de Lula]. E acho que a candidatura dele seria uma forma de colocar nos trilhos, institucionalmente, uma crescente oposição a estas políticas, mantendo as regras da democracia representativa e sua garantia fundamental. E tudo isso (que hoje envolve Lula) pode ser que nos leve a um arrependimento no futuro”.

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“A polarização é um perigo. E Lula sabe disso. Mas Lula é um homem negociador. Por isso chegou onde chegou. Certamente Lula é o político mais maduro que o Brasil tem para poder orquestrar um freio nessa polarização. Mas concordo com sua pergunta e acho também que a polarização é um veneno na América Latina.

O problema da polarização é que faz com que metade do país fique contra a outra metade. Além disso, existe a polarização social. Aqueles que saíram da pobreza e voltam à pobreza são candidatos a participar dessa polarização.

Quando alguém é muito pobre, isso costuma gerar uma cultura de resignação à pobreza. Mas quando essa pessoa melhora de vida e depois tem que voltar à pobreza, é a historia da rebeldia. A rebeldia surge daqueles que, estando menos pobres, têm que retroceder. Hoje existe egoísmo demais”.

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“O Brasil não merece isso”, falou Mujica.


Começo a ter cá minhas dúvidas.


Kiko NogueiraDiretor do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.
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Nº 21.924 - "A blindagem dos MPs a José Serra, por Luis Nassif"

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22/07/2017


A blindagem dos MPs a José Serra, por Luis Nassif



Jornal GGN -  Sabado, 22/07/2017 - 16:49



Luis Nassif


Quando vazaram os dados da agenda de Marcelo Odebrecht no seu celular, os policiais da Lava Jato trataram de colocar uma tarja sobre o nome de José Serra. Quando os arquivos se tornaram públicos, pelo vazamento, não foi difícil eliminar a tarja. O encontro se daria no escritório de Verônica Serra, filha de Serra.

Há mais de vinte anos se conhecem os modus operandos de Serra:


1. Através de contas no exterior, operadoras por Ronaldo César Coelho e Márcio Forte.

2. Através dos fundos de investimento de sua filha.

Se se avançar até seu início de carreira no serviço público se encontrará sinais exteriores de riqueza no imóvel que adquiriu, logo que se tornou Secretário do Planejamento de Franco Montoro e, como tal, o homem que controlava a fila dos precatórios e as aprovações para importações de equipamentos médicos.

Nos anos 90, envolveu-se diretamente com escândalos no Banespa, através de seu sócio Vladimir Rioli; depois, no Banco do Brasil, através de seu cunhado José Marin Preciado e do operador Ricardo Sérgio.

No episódio do buraco do Metrô, consta que Serra recebeu R$ 15 milhões das três empreiteiras, para permitir que cada qual indicasse o engenheiro responsável, em vez da responsabilidade recair sobre o presidente de cada empreiteira. Fontes com acesso aos dados da Operação Castelo de Areia contam que, entre os documentos, estavam as comprovações do acerto.

No final de sua gestão, no governo do Estado, entregou à Serasa-Experian todo o banco de dados do Cadin (Cadastro Informativo dos Créditos não Quitados de Órgãos e Entidades Estaduais), uma mina de ouro.

Pouco depois, Verônica Serra adquiriu um provedor de e-mail marketing, que deveria valer no máximo R$ 40 milhões e revendeu para a Experian por R$ 104 milhões. Apesar de listada na Bolsa da Inglaterra, a Experian tratou os valores como sigilosos.

É possível que a inexplicável compra de um site bancário, a Patagon, pelo Santander – pela inacreditável quantia de R$ 700 milhões – tenha sido um modo de lavagem de dinheiro, visando influenciar autoridades para permitir que, mesmo depois de privatizado, o Banespa permanecesse com as contas dos funcionários do estado. A assessora do grupo argentino Patagon era justamente Verônica Serra.

Além desses episódios, o livro “A privataria tucana” está repleto de levantamentos sobre outras operações de Serra. Os fundos administrados por Verônica são de capital próprio. Provavelmente ele deve dispor de um capital superior a US$ 200 milhões, com participação expressiva no Mercado Livre.

É o maior sistema de lavagem de dinheiro da atualidade.

No entanto, o mais suspeito dos políticos brasileiros é blindado pelo Ministério Público Federal e pelo Estadual. Quando a blindagem se torna muito explícita, há alguns movimentos lentos, que não tem sequência.

No caso do escândalo Alstom, por exemplo, foi nítido o trabalho de abafa do procurador Rodrigo de Grandis. Ele atrasou por anos a entrega de documentos solicitados pelo MP suíço. Sua alegação foi que trocou de pasta os papéis e, por isso, não se lembrou mais do caso. A alegação foi aceita pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) apesar das informações do Ministério da Justiça de que solicitara várias vezes a ele o encaminhamento dos documentos requeridos.

Agora, a montagem da ala paulista da Lava Jato não parece mudar muito o quadro.

Em Brasilia, não se tenha dúvida de que os processos contra Serra cairão com um Ministro amigo. A manipulação dos algoritmos do Supremo garantirá.


Vai se chegar ao final de uma onda supostamente moralista deixando intocável o mais rico e suspeito político brasileiro.

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PITACO DO ContrapontoPIG

Serra é um dos maiores corruptos de toda a história do país.

Desavergonhadamente passa, há anos, incólume diante do olhar da justiça brasileira a despeito de todo o seu passado e presente. 

Bastaria um leitura honesta do livro "A Privataria Tucana"para a obtenção das provas necessárias para colocá-lo na cadeia. 

Ao invés disso este bandido foi "escolhido" pelo governo golpista para ser Ministro das Relações Exteriores.

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Nº 21.923 - "Delator confirma o que a blogosfera dizia: jatinho era de Campos"

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22/07/2017


Delator confirma o que a blogosfera dizia: jatinho era de Campos


Do Tijolaço · 22/07/2017

jatcamp


POR FERNANDO BRITO

A Veja desta semana chega perto, mas não revela inteira, a verdade que todos já sabem, menos os inquéritos policiais: o jato que matou Eduardo Campos e abriu as portas para a segunda candidatura de Marina Silva foi comprado pelo próprio, através de seu testa-de-ferro Aldo Guedes Álvaro.

Toda a imprensa sabe, aliás desde que ficou claro que Eduardo Campos aprovou pessoalmente  a comprado avião, ainda em 2014, logo após o acidente.

O processo se arrasta no Supremo, desde 2015.

O “aluguel” do jatinho não só era uma fachada como, saindo das contas oficiais de campanha, representava uma lavagem de dinheiro inquestionável.

Estranha a situação de Marina Silva, desde o resultado das eleições gritando histericamente pela anulação da eleição com base nas fraudes que diz-se ter ocorrido na chapa Dilma-Temer.

Se as contas do candidato a presidente e as do vice são inseparáveis, como decidiu o TSE e defendeu sempre a Rede, as contas da chapa Eduardo campos-Marina Silva, parte integrante de sua campanha, também as devem condenar, porque ela usou o bem fraudado em seus deslocamentos eleitorais.


A “nova política”, os moralistas que apontam o dedo para as mazelas de um sistema político-eleitoral desde sempre sustentado pelo dinheiro das empresas são isso que agora fica claro: cínicos e hipócritas.
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Nº 21.922 - "Bolsonaro, o 'machão', diz à Veja que foge do Brasil se perder eleição"

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22/07/2017

Bolsonaro, o “machão”, diz à Veja que foge do Brasil se perder eleição



Do Tijolaço · 22/07/2017

fujao


POR FERNANDO BRITO 

Em entrevista à Veja, além de um monte de bobagens, a cria indesejada da direita Brasileira, Jair Bolsonaro, faz uma revelação surpreendente para quem se vende como “macho”, “valentão”, ferrabrás.

Diz que vai “picar a mula” do Brasil caso não ganhe as eleições de 2018:

“No meu entender, se tivermos em 2019 um governo que seja do PT, do PSDB ou do PMDB, acho que vai ser difícil eu permanecer no Brasil, porque a questão ideológica é tão ou mais grave do que a corrupção.

E para onde o senhor iria?

Não tenho cidadania ainda, mas a minha origem é italiana. Não pensei com mais seriedade, mas, se você fizer uma pesquisa, verá que o número de pessoas que estão pedindo dupla cidadania europeia tem aumentado muito.”

Como é, seu Jair? Vai correr da raia se o povo, no seu entender, não escolher o senhor?

O senhor pulou a parte do hino nacional que diz que “verás que um filho teu não foge à luta”?

Seja quem for, se ganhar as eleições, não vai fazer como a ditadura que o senhor louva, que forçou brasileiros a saírem do país para não serem presos, torturados e até “passados nas armas”.

Que moral pode ter um militar que diz que, se as coisas não estiverem boas para ele, foge?

O senhor diria isso aos seus soldados?

A sua turma de “marombados” não põe medo em democratas e patriotas. O senhor é muito valente para xingar mulher, o tipico machão, porque precisa mostrar uma falsa valentia.

Mas sabe, como é comum neste tipo de sujeito, uma hora ele solta os segredos enrustidos e mostra o que é, no fundo.

Valente, “seu” Bolsonaro, não é o que diz não ter medo. Valente é o que enfrenta, seja lá o que for.

Enfrentar até o Bolsonaro.

Felizmente, não será necessário.


Arrivederci, Mito.
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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Nº 21.921- "Vale-Tudo: salvação de Temer custará R$ 300 bilhões aos brasileiros"


21/07/2017

Vale-Tudo: salvação de Temer custará R$ 300 bilhões aos brasileiros



Brasil 247 - 21 de Julho de 2017




Paulo PimentaA salvação de Temer, acusado de corrupção, além dos prejuízos políticos para o país, tem um custo econômico altíssimo. Os R$ 11 bilhões em aumento de impostos anunciados essa semana já são reflexos do uso indevido e irresponsável da máquina pública que Temer faz para comprar votos na Câmara e tentar se salvar.

A estimativa inicial que se faz, por baixo, é que o valor que está em jogo chega próximo aos R$ 300 bilhões. Isso mesmo, R$ 300 bilhões! E essa quantia pode ser ainda maior até o dia 2 de agosto, data da votação.

Primeiro foram os 2 bilhões em emendas para comprar votos na Câmara. Depois, a sanção da lei que regulariza terras públicas ocupadas ilegalmente por grandes fazendeiros na Amazônia, em atendimento à bancada ruralista. Segundo cálculo da ONG Imazon, isso representa uma perda de pelo menos R$ 19 bilhões de patrimônio público.

Nos últimos dias, como já mencionado, veio o aumento dos impostos. E agora, o governo se debruça sobre a proposta que prevê R$ 220 bilhões em perdão de dívidas (Refis) para os grandes sonegadores do país, incluindo muitos parlamentares que são donos de empresas. Esse instrumento certamente será usado como moeda de troca para que Temer dê continuidade ao seu plano de compra de votos.

Além disso, no pacote de Temer, há também a MP do Funrural, que soma mais R$ 26 bilhões, e a promessa para acelerar a tramitação do projeto que libera a venda de terras para o capital estrangeiro no Brasil, atendendo a mais uma demanda da bancara ruralista no Congresso.

Apenas nesta operação, para se salvar, adiar sua prisão e de seus assessores próximos, como Moreira Franco e Eliseu Padilha, Michel Temer está repassando uma conta para o país de quase R$ 300 bilhões, valor correspondente a cerca de 10 anos de Bolsa Família.

Certos da impunidade, um dos vice-líderes do governo Temer na Câmara chegou a afirmar que o Palácio do Planalto será generoso com os deputados "fiéis" por meio "instrumentos orçamentários" e manutenção de apadrinhados políticos.

Flagrado negociando a compra do silêncio de Eduardo Cunha na cadeia, indicando Rodrigo Rocha Loures para receber malas de propinas da JBS e denunciado por corrupção passiva, Temer, em suas últimas jogadas, indica a continuidade de suas práticas criminosas.

Há cerca de 15 dias, juntamente com os deputados Wadih Damous, Paulo Teixeira e Henrique Fontana, apresentei denúncia à Procuradoria Geral da República sobre o uso do cargo de presidente da República por Michel Temer para compra de votos contra a acusação de corrupção de que é alvo. Certamente, a sociedade brasileira aguarda uma manifestação da PGR sobre esses episódios antes da votação.

A democracia brasileira foi comprada pela turma de Temer sob o silêncio do sistema de Justiça do país. Será que eles irão calar novamente?


Paulo Pimenta. Deputado Federal  PT -  RS

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