terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Nº 23.204 - "Dr. Rosinha: Em menos de 2 anos, Temer e seus apoiadores destruíram o Brasil e construíram o retorno da fome"

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16/01/2018

Dr. Rosinha: Em menos de 2 anos, Temer e seus apoiadores destruíram o Brasil e construíram o retorno da fome

Do Viomundo - 16 de janeiro de 2018 às 17h25

O pão nosso de cada dia
por Dr. Rosinha*, especial para o Viomundo
Um drama que se imaginava extinto voltou a ocorrer, principalmente nos dois últimos anos: homens, mulheres e crianças remexendo o lixo em busca de comida.
Costumeiramente vejo, especialmente aos domingos, talvez por ficar em casa pela manhã, pessoas remexendo o lixo, logo cedo, em busca do que comer.
Todas as vezes em que isso acontece, sou tomado de indignação.
Lógico que, ao ler a frase acima, algum(a) idiota perguntará:“e por que você não dá de comer para essas pessoas?”.
Digo idiota, por que só quem pensa que a solução passa pela filantropia individual é idiota ou um completo alienado. Aliás, nem saberia diferenciar um do outro.
A resposta para acabar com a fome implica necessariamente em políticas públicas e não na pura e simples filantropia. A filantropia será sempre emergencial e não curativa.
Domingo, 14 de janeiro, logo cedo, vi na frente de minha casa um cidadão, jovem (menos de 40 anos), com boa musculatura, que parecia ter feito halterofilismo, revirando o lixo em busca de comida.
Sei que buscava comida por que recolheu alguma coisa do lixo e começou a comer. Uma parte do que encontrou, comeu. A outra, guardou. Saiu claudicando e remexendo as lixeiras aqui da rua. O que encontrava de comida, comia. Ou separava para levar. O material reciclável não lhe interessava.
Essa triste cena me trouxe à mente muitas passagens, que já vi, li ou ouvi. Dos que li, me veio o poema “O Bicho”, de Manuel Bandeira; o livro “A pele”, de Curzio Malaparte, e “Geopolítica da Fome” e “Geografia da Fome”, livros de Josué de Castro.
“O Bicho” de Manuel Bandeira é muito representativo:
Vi ontem um bicho / Na imundície do pátio / Catando comida entre os detritos. // Quando achava alguma coisa, / Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. // O bicho não era um cão, / Não era um gato, / Não era um rato. // O bicho, meu Deus, era um homem.
Comportamento igual tinha ‘o bicho’ aqui da frente de casa.
Muitos escreveram e descreveram a fome, seja de maneira poética, romanceada, ficcional, traumática ou realista. Entre eles Curzio Malaparte.
Em “A pele”, que li há mais de 30 anos, que também virou filme, Malaparte faz um relato do que é o pós-guerra na Itália e de como o ser humano se comporta para sobreviver.
Se, durante a guerra, luta com bravura e dignidade pela vida, no pós-guerra, para sobreviver, se vende, trapaceia e vende até os filhos para servirem de objetos sexuais. O ser humano deixa de ser humano, deixa de ser um bicho que defende o filhote e/ou a manada e passa a ser a pior das coisas.
Digo o pior das coisas por que perde as características de ser humano. Vira uma coisa querendo sobreviver.
No “Geopolítica da Fome”, publicado pela primeira vez em 1951, Josué de Castro, escreve que
“A história da humanidade tem sido, desde o princípio, a história de sua luta pela obtenção do pão-nosso-de-cada-dia. Parece, pois, difícil explicar e ainda mais difícil compreender o fato singular de que o homem – este animal pretensiosamente superior, que tantas batalhas venceu contra as forças da natureza, que acabou por se proclamar seu mestre e senhor – não tenha, até agora, obtido uma vitória decisiva nesta luta por sua própria subsistência”.
Como define Josué de Castro, este animal que é pretensiosamente superior, não o é por que é egoísta e individualista. Luta pela sobrevivência de maneira individual, disputando privilégios com seu semelhante e, se preciso, para manter os privilégios ou obter outros, mata seu semelhante.
Quando no Brasil passou-se a construir um mínimo de igualdades de direitos, como o de estudar e comer, a elite privilegiada e a classe média idiotizada, construiu um Golpe de Estado.
Quando no horizonte foi visualizada a possibilidade de todos e todas, independente da classe social, terem os mesmos direitos (escola, saúde pública, etc.), sob a égide do combate à corrupção, os maiores corruptos da história do país deram o Golpe.
Esses novos homens/bichos/coisas são vítimas dos golpistas. São vítimas do capitalismo, onde impera a lei do individualismo e do egoísmo. A lei do ter tudo a qualquer custo, mesmo que parte da população morra de fome.
Até o golpe, havia políticas públicas ativas de combate à fome. Não há mais.
Em menos de dois anos Temer, seus apoiadores (PSDB, PMDB, PP, PTB, Solidariedade, PPS, PSC, PSL, PSD, et caterva) e os golpistas, entre quais os batedores de panelas, os que se vestiram de verde e amarelo (uniforme CBF/Nike), alguns juízes, representados na figura de Sérgio Moro e vários procuradores, representados por Deltan Dallagnol, Carlos Fernando do Santos Lima, Roberson Henrique Pozzobon e Policiais Federais, representados nas figuras do delegado Márcio Adriano Anselmo, Igor Romário de Paula e Érica Marena, destruíram o Brasil e construíram o retorno da fome, que estava dando adeus a muita(o)s brasileiros.
Claro que não atuaram sozinhos, pois tiveram o apoio da mídia, principalmente da Rede Globo, e do capital internacional.
No mundo, uma das principais razões da fome é a guerra. No Brasil não há guerra, mas há uma elite egoísta que impõe politicas publicas destrutivas, como é o caso da Emenda Constitucional 95 (EC 95), que congelou o orçamento da área social por 20 anos.
Assim que aprovou esta EC, várias entidades brasileiras e a própria FAO, organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) para a agricultura e alimentação, fizeram um alerta: o Brasil pode retornar ao Mapa da Fome.
O Brasil é signatário dos “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)” que tem como segunda meta acabar com a fome e a subnutrição até 2030. Mantido o golpe, não atingirá este objetivo.
A ‘ponte para o futuro’ dos golpistas é um engodo, ela faz a curva e nos leva 20 anos atrás. No período de 1997 a 2017, o gasto primário (onde estão incluídos os investimentos sociais) do governo central passou de 14% para 19% do PIB.
Com a EC 95, nos próximos 20 anos (2017 a 2037), se o Brasil crescer na média de 2% ao ano, os investimentos vão retroceder a 14% do PIB e, com eles, voltaremos a ter todos os problemas sociais, inclusive a fome.
No Brasil dos golpistas é que surge um tipo Dória, oferecendo a Farinata (aquilo que não comem), um tipo Rafael Greca, prefeito de Curitiba (cidade em que vivo), que vomita ao sentir o cheiro de pobre.
Sob a égide do capital, a fome continuará existindo, até porque ela é necessária para o lucro do capital.
*Dr. Rosinha é presidente do diretório estadual do PT no Paraná.
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Nº 23.203 - "Temos uma empresa eficiente, que bate recordes seguidos? Vendam-na!"

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16/01/2018


Temos uma empresa eficiente, que bate recordes seguidos? Vendam-na!


Do Tijolaço  -  16/01/2018


RECVENDE


Por FERNANDO BRITO



Estadão publica agora cedo que a Petrobras, pelo terceiro ano consecutivo, bateu recordes de produção de petróleo e gás.


2,65 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo+gás natural) por dia.

Como petróleo não é “fast-food”, que se produz de uma hora para outra, isso é o resultado dos investimentos que foram feitos anos atrás.

E, como se apontou ontem aqui, a elevação dos preços do petróleo a valores em torno de 70 dólares  o barril – depois de uma temporada na qual caíram abaixo de 30 – mostra até a uma criança o tamanho que isso representa para o Brasil.

Como até um criança percebe que entregá-lo é, mais que uma estupidez, uma traição nacional.

No entanto, o que se lê no outrora combativo Fatos e Dados, o canal de comunicação da Petrobrás?

A Petrobras e Total informam que finalizaram um marco importante na realização de sua Aliança Estratégica, anunciada em 01/03/2017, com a conclusão das seguintes transações:

 – Cessão de direitos de 35% da Petrobras para a Total, assim como a operação, do campo de Lapa no bloco BM-S-9A, no pré-sal da Bacia de Santos. A nova composição do consórcio passa a ser: Total como operadora (35%), Shell (30%), Repsol-Sinopec (25%) e Petrobras (10%). O campo de Lapa iniciou produção em dezembro de 2016, por meio do FPSO Cidade de Caraguatatuba, com capacidade de 100 mil barris por dia.
 – Cessão de direitos de 22,5% da Petrobras para a Total da área de Iara, que contém os campos de Sururu, Berbigão e Oeste de Atapu, no bloco BM-S-11A, no pré-sal da Bacia de Santos. A nova composição do consórcio passa a ser: Petrobras como operadora (42,5%), Shell (25%), Total (22,5%) e Petrogal (10%). A produção em Iara está prevista para iniciar no segundo semestre de 2018 nos campos de Berbigão-Sururu, por meio do FPSO P-68, com capacidade de 150 mil barris por dia, seguido de um segundo FPSO, em 2019, no campo de Atapu.


Não é preciso por legendas, não é? O entreguismo dispensa as longas explicações sobre alavancagem, desmobilização de ativos e outros nomes bonitos para a rapinagem sobre nosso pré-sal.

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Nº 23.202 - "Decisão de juíza de DF deixa Sergio Moro pelado no meio da rua"


16/01/2018

Decisão de juíza de DF deixa Sergio Moro pelado no meio da rua

Do Blog O Cafezinho - 16/01/2018 Escrito por Miguel do Rosário, Postado em Redação


A informação é publicada aqui atrasada alguns dias, mas tem que figurar aqui no blog, sobretudo por causa da nossa preocupação com as historiadoras futuras, cujo trabalho de pesquisa queremos ajudar.
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Exclusivo, Tríplex: decisão de juíza federal absolve Lula e contradiz frontalmente Moro
Por Mino Pedrosa
A juíza Luciana Correa Torres de Oliveira, da 2ª Vara de Execução e Títulos no Distrito Federal, poderá lacrar o calabouço, afrouxando o laço da forca no pescoço do ex-presidente Lula, no julgamento no dia 24 de janeiro, referente ao polêmico tríplex.
Despacho da juíza da 2ª Vara do DF, determina penhora do tríplex
A decisão da juíza contrapõe a investigação da Força Tarefa na Operação Lava Jato e a uma discussão polêmica, ainda maior sobre o tríplex famoso do Guarujá.
O processo, que tramita na 2ª Vara de Brasília, atende uma empresa que solicita o pagamento de dívidas em desfavor da empreiteira OAS Empreendimentos.
O Centro Empresarial, que estava sendo construído em Brasília, tinha contrato em Sociedade de Propósito Específico (SPE). A empresa credora impetrou uma ação de cobrança de quebra de contrato de locação de R$ 7,2 milhões corrigidos.
A juíza acatou e determinou ao Banco Central (Bacen) o bloqueio nas contas da OAS Empreendimentos, encontrando apenas R$ 10 mil. A empresa credora, fez busca nos cartórios em todo Brasil. Encontrou quatro imóveis registrados no Guarujá em nome da OAS Empreendimentos.
Para a surpresa dos empresários brasilienses, um dos imóveis trata-se do apartamento polêmico tríplex no Guarujá, atribuído ao ex-presidente Lula.
A batalha das togas confronta os juízos de Sérgio Moro e Luciana Correa Torres. A juíza entende que o apartamento tríplex no Edifício Solaris, na Praia Astúrias, no Guarujá, endereço do tríplex que levou o ex-presidente Lula à condenação em primeira instância, registrado em cartório em nome da empreiteira OAS Empreendimentos, pertence a OAS.
Cabe penhora, por se tratar de dívidas contraídas pela OAS que é, de fato e de direito, proprietária do imóvel.
O presidente da OAS Empreendimentos, Leo Pinheiro, em delação premiada, afirmou que o proprietário é o ex-presidente Lula, mas no cartório, onde está registrada a escritura a OAS Empreendimentos figura como a proprietária.
A juíza da 2ª Vara Luciana Correa, determinou a penhora do imóvel em favor dos empresários brasilienses.
Registro do Tríplex em nome da OAS, no cartório de Guarujá São Paulo
Com essa decisão, a defesa do ex-presidente Lula, vai pedir o adiamento do julgamento marcado para o dia 24 de janeiro em Porto Alegre.










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PITACO DO ContrapontoPIG

O Caso do Trilex:

Lula é um culpado sem culpa; um condenado sem crime. 

Lula "possui" um imóvel que não é dele e foi registrado no Guarujá em nome da OAS Empreendimentos e encontra-se penhorado a terceiros.

É como homicídio sem vitima; um atropelamento automobilístico sem veículo.

Afinal, pra quê o julgamento?

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Nº 23.201 - "Relatório do indiciamento de Haddad revela omissão e manipulação de provas"

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16/01/2018

Relatório do indiciamento de Haddad revela omissão e manipulação de provas


Do Jornal GGN - SEG, 15/01/2018 - 18:35 ATUALIZADO EM 16/01/2018 - 10:09


Cíntia Alves

Polícia Federal abriu mão de fazer o que se espera da instituição: investigar a fundo. Em vez disso, arrastou Haddad para a denúncia à fórceps


Foto: Ricardo Stuckert
Foto: Ricardo Stuckert


Jornal GGN - A leitura das 32 páginas do relatório do indiciamento de Fernando Haddad pela Polícia Federal, divulgado nesta segunda (15), revela falta de investigação, omissão e manipulação de provas. Entre elas, uma tabela obtida após busca e apreensão na LWC, a gráfica acusada de receber caixa 2 da UTC após a vitória do ex-prefeito. Em vez de fazer a devida apuração sobre o documento, a PF preferiu criar uma hipótese criminosa para ele, que não condiz com a realidade dos fatos apurados pelo GGN.

PRÉ-CAMPANHA

A planilha abaixo, da LWC, mostra a prestação de um serviço em favor de Haddad em fevereiro de 2012, ou seja, antes da campanha ao Paço começar oficialmente.


No relatório, o delegado João Muniz Moraes Rosa escreveu que o pagamento pelo serviço “escapa à contabilidade oficial da campanha eleitoral, já que nada nesse sentido surge da busca realizada na ferramenta on-line disponibilizada pelo TSE [Tribunal Superior Eleitoral].”

Um delegado da PF afirmou, portanto, que um determinado trabalho foi pago por meio de caixa 2 só porque uma busca feita no site da Justiça Eleitoral não mostrou nenhum resultado. 

Não há nenhuma observação sobre o evento ser anterior à campanha - assim como outro serviço para Haddad ainda menos detalhado no relatório, que teria ocorrido em abril.

O GGN apurou que a demanda de fevereiro não tinha nenhuma relação com a campanha de Haddad. Tratava-se de impressão de um jornal desenvolvido pelo PT para apresentar as realizações do ex-ministro da Educação à militância. Houve contrato assinado pelo diretório estadual do partido, pagamento por meio de depósito, com comprovante da transferência e nota fiscal. Uma delas tem valor aproximado de R$ 69 mil. No total, foram cerca de 1 milhão de exemplares.

Sem encontrar registros no TSE, a Polícia poderia ter tentando esclarecer as dúvidas sobre a tabela com o ex-prefeito ou algum representante da campanha. Não foi o caso.

Ao contrário: muito do que Haddad explicou no depoimento ao delegado Rosa foi omitido no relatório.

OMISSÃO

No dia do depoimento, Haddad falou e entregou documentos que comprovam que em 14 de fevereiro de 2013, quando ele já havia assumido o Paço, contratos da UTC junto à administração municipal foram suspensos, contrariando os interesses da empresa de Ricardo Pessoa, um dos principais delatores.

A informação é importante porque mostra que não teria por que a UTC aceitar pagar qualquer dívida relacionada à campanha de Haddad meses depois de ter sido prejudicada pela gestão do petista. Nenhuma linha sobre isso foi citada no relatório.

O delegado escreveu que, do depoimento de Haddad, só extraiu “de relevante” a negativa do ex-prefeito sobre pagamento à LWC via caixa 2. Essa declaração, para ele, “não se coaduna com o farto conjunto probatório existente nos autos”.

O problema é que o "farto conjunto probatório" é majoritariamente a respeito de recursos que entraram nas contas de empresas ligadas a um dos investigados, mas não explica a suposta conexão direta com a campanha de Haddad.

MANIPULAÇÃO 

Além da tabela da LWC e da delação da UTC [veja mais abaixo], a PF usou contra Haddad um vídeo que está no Facebook, de 2016. Nele, o então candidato à reeleição, derrotado por João Dória, pedia apoio financeiro para terminar de pagar funcionários do staff.

O delegado Rosa transcreveu o que o petista disse para o relatório e afirmou que embora o vídeo não seja uma “prova cabal”, pode ser usado contra Haddad na medida em que evidencia que o petista tinha condições de conhecer a situação financeira de suas campanhas. “(...) Ora, se assim ocorreu em relação ao pleito de 2016, é intuitivo que também tenha ocorrido em relação à eleição de 2012", teorizou.

A questão é que a tese “Haddad sabia” pode ter sido usada de maneira indevida pela PF, já que a legislação eleitoral obriga que todo candidato tenha conhecimento sobre as despesas oficiais de campanha. Haddad não nega nada disso. O que ele nega categoricamente é que a UTC tenha pago qualquer dívida por meio de caixa 2.

O vídeo é, portanto, a janela que a PF encontrou para justificar o indiciamento do atual coordenador da campanha de Lula - quando nem mesmo os delatores envolveram Haddad pessoalmente no caso.

Além do vídeo, há outra planilha no relatório que pode ter tido seu significado manipulado pelos investigadores, pois tampouco foi aprofundada.

Apreendida na sede do PT, ela mostra uma cifra de R$ 1,9 milhão, sinalizada como doação para a campanha de Haddad com "origem" em João Vaccari Neto.

Mais uma vez, a PF não interpelou os investigados sobre a planilha (se interpelou, não expôs no relatório). Preferiu fazer o que fez com a tabela da LWC: criar uma hipótese criminosa. E o crime apontado é que o valor de R$ 1,9 milhão é "parecido" com os R$ 2,6 milhões que a UTC diz ter pago via caixa 2. 

ARBITRARIEDADE

Em nota, a assessoria de Haddad apontou que o delegado Rosa vem sendo seletivo, pois supervaloriza delações ao mesmo tempo em que ignora e omite depoimentos e provas em favor do ex-prefeito. 

Há cerca de 60 dias, o delegado até tentou obter a condução coercitiva de Haddad. O Ministério Público manifestou-se contra a medida e a Justiça acabou indeferindo o pedido.

Condução coercitiva sem que o investigado tenha sido convidado a depor antes, ou sem que tenha se recusado a colaborar, vem sendo criticada por diversos juristas. Gilmar Mendes chegou a conceder liminar impedindo a prática banalizada pela Lava Jato.


TÉCNICA EMPRESTADA DA LAVA JATO

Pela denuncia, João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, procurou Ricardo Pessoa, da UTC, para pedir R$ 3 milhões para quitar uma dívida da primeira campanha de Haddad. A empreiteira chorou um desconto e acertou em R$ 2,6 milhões o valor a ser repassado.

Outro delator, Alberto Youssef confirmou que foi acionado para ajudar a operacionalizar o pagamento, que se deu por meio das empresas de fachada do doleiro e do sistema de lavagem de dinheiro da UTC (que forjava contratos fictícios e superfaturados com empresas menores, e usava os recursos que voltavam em espécie ao grupo para pagar a propina).

Para atestar a veracidade das delações, a PF levou aos autos algumas provas. Entre elas, registros de ligações telefônicas e imagens de câmeras de segurança que mostram que o dono oculto da LWC, Francisco Carlos de Souza (um ex-deputado do PT, mais conhecido como Chicão), manteve contatos com empresários da UTC. Chicão é considerado dono oculto porque a LWC está em nome de sua ex-esposa e de seu irmão, Gilberto de Souza.

A estratégia é a mesma usada por autoridades da Lava Jato em Curitiba - incluindo o juiz Sergio Moro, em sentenças: primeiro, apresentam as provas que corroboram uma parte da delação e, depois, tomam ela por inteira como verdade absoluta. No caso de Haddad, como há provas de que Chicão recebeu dinheiro da UTC, a PF julga que o que os delatores dizem sobre o pagamento estar relacionado à campanha de 2012 também é verdadeiro.

Além das fragilidades acima, o contraditório existe na manifestação de Vaccari, que negou pedido à UTC para a campanha de Haddad, e no depoimento de Chicão, que admitiu à PF que recebeu os recursos da UTC, mas negou conexão com campanha de Haddad. Segundo ele, a dívida era do diretório estadual do PT. Mas o então presidente do diretório, Edinho Silva, negou a informação e a declaração de Chicão foi tida pelo delegado Rosa como “desmentida”.

O relatório está em anexo, abaixo.

Arquivo

Nº 23.200 - " A pressão popular sobre o TRF 4 não é apenas legítima: é necessária e urgente. Por Gilberto Maringoni"

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16/01/2018


 A pressão popular sobre o TRF 4 não é apenas legítima: é necessária e urgente. Por Gilberto Maringoni


Do Diário do Centro do Mundo  -  15 de janeiro de 2018



 Pela ordem, desembargadores Gebran, Paulsen e Santos Laus


Por Gilberto Maringoni


Resultado de imagem para Gilberto Maringoni
Faço campanha política desde 1974. Aprendi a pedir voto, a fazer panfletagens, a tentar convencer o eleitor, a organizar campanhas etc. Sei ler resultados eleitorais de centro acadêmico a pleitos presidenciais como qualquer um que lide com o assunto.

Também sou capaz de verificar movimentos em pesquisas de opinião, buscar identificar tendências e construir cenários através da tabulação das intenções coletadas de centenas, de milhares, de milhões de pessoas de acordo com múltiplas variáveis que compõem a decisão do voto. Repito, não é prerrogativa exclusivamente minha. Qualquer ativista mediano com alguma cultura política tem obrigação de fazer isso.

Mas não consigo ler racionalmente a tendência de três votos.Os dos desembargadores do TRF4.

Talvez porque a palavra “voto” seja ali mal empregada. Não há objetividade clara nos movimentos dos três que se arrogarão ao direito de decidir o destino de um homem. Aliás, não é de um homem. Trata-se dos destinos de milhões de brasileiros e brasileiras. O trio decidirá se mais de cem milhões de pessoas poderão exercer plenamente suas prerrogativas cidadãs ou não. Sim, eu sei que a justiça tem determinados ritos e procedimentos, mas não é esse o caso.

Os desembargadores não votam nada. O voto que está em jogo lhes é alheio. Proferirão doutas sentenças num processo de rarefeita objetividade jurídica e prenhe de subjetividade política.

Além da falta de provas já exaustivamente argumentada por muitos, há algo mais. Algo que não cai bem para nós de esquerda.

Por força um moralismo demagógico que tomou conta de vários setores progressistas – PT, PSOL, PCdoB -, estes se aliaram com a direita e aprovaram no Congresso, em 2010, a lei da ficha limpa. O nome é lindo.

A norma permite que se faça o que o TRF-4 buscará fazer com o ex-presidente Lula: torná-lo inelegível a partir de uma decisão de segunda instância. O irônico da coisa: o dispositivo foi sancionado pela própria vítima, Lula. A aprovação e a sanção se deram num quadro feito para saciar a sede de sangue de uma classe média narcotizada pela mídia e impulsionada por uma esquerda que viu na pura e simples denúncia de corrupção o caminho da construção de um projeto de país.

Valeria a pena realizar um colóquio de Ciência Política e verificar como e porque a esquerda – aqui o PT – viu na reedição do velho udenismo a melhor maneira de se legitimar, a partir do início dos anos 1990.

O período coincide com a derrocada de Collor de Mello. É bom lembrar que a campanha pelo impeachment não tinha por mote a selvagem implantação do modelo neoliberal por parte do “caçador de marajás”, mas tão somente saber se ele havia roubado ou não. Dia 2 de outubro de 1992, Collor caiu.

No dia seguinte, Paulo Maluf elegeu-se prefeito de São Paulo, mostrando o fôlego curto das campanhas de moralismo estreito. No cargo, Maluf deu início a um processo de privatização semelhante ao aberto pelo mandatário deposto.

Estão guardadas na memória as imagens dos deputados petistas José Dirceu e Aloísio Mercadante – no Jornal Nacional! – acompanhando diligências da Polícia Federal como fiscais de costumes no combate ao collorato.

A volta do udenismo se deu também na conjuntura da derrocada dos regimes socialistas do Leste europeu. Havia uma intensa campanha midiática de desqualificação da esquerda e da possibilidade de se mudar a sociedade de forma radical. É deste 1992 também o “Fim da História e o último homem”, best seller de Francis Fukuyama, que chegou para nos convencer da inevitabilidade do futuro capitalista (algo tão mecanicista quanto as piores vulgatas marxistas).

Se mudar o mundo não era mais possível, a saída é que ele continuasse ruim, mas com menos roubalheira. Não se ligavam injustiças sociais e concentração de renda à corrupção. No centro de tudo estava a necessidade de se saber se fulano é honesto ou não, de acordo com formalidades miúdas. Exemplo: um triplex sem provas é algo muito pior que uma taxa de juros – legal – que arrebenta o orçamento público, ou que um ajuste fiscal a ceifar verbas de setores essenciais.

O primeiro slogan criado para o PT por Duda Mendonça, na segunda metade dos anos 1990, era “Combater a corrupção e melhorar a vida do povo”. Sim, nessa ordem. A banda de música da União Democrática Nacional não faria melhor, quatro décadas antes…

Voltemos ao TRF-4. Os desembargadores não votam, não jul
gam. Decidem “sem interferências indevidas” o que pode e o que não pode, de acordo com o Alcorão íntimo de cada um. Ou com a Bíblia, ou com o Livros dos Mortos etc. A Constituição estará lá para decorar o ambiente.

Os três decidirão com um acúmulo de quase três décadas de neoudenismo impulsionado por uma atrapalhada aliança de quem buscava votos fáceis à partir de vários pontos do espectro ideológico nacional.

Os Huguinho, Zezinho e Luizinho dos pampas decidirão pelos homens de bem, pelo futuro da nacionalidade, pelo lindo pendão da esperança e pelos sempre bem ocultos interesses de classe, que se vendem como interesses de todos.

Só não tendem a decidir muito pela democracia e pela política.


Por isso, a pressão popular não é apenas legítima. É necessária e urgente. Porque aquele troço lá não é voto!

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Nº 23.199 - "A Juíza que enfrentou Sergio Moro"

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16/01/2018


A Juíza que enfrentou Sergio Moro


Do Blog da Cidadania - 15 de janeiro de 2018




por Eduardo Guimarães

Nos últimos dias, decisão de uma juíza de primeiro grau de Brasília chamada Luciana Correa Torres de Oliveira criou um embaraço para os três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que irão julgar apelação do ex-presidente Lula àquela Corte contra condenação que recebeu do juiz Sergio Moro.

Além desse efeito prático da decisão da magistrada em tela, o juiz Sergio Moro acabou desmoralizado por essa decisão.

Senão, vejamos.

Matéria do jornalista Mino Pedrosa publicada em primeira mão no site Quidnovi deu conta de decisão dessa magistrada que não apenas põe em xeque a decisão de Moro contra Lula no caso do “tríplex” no Guarujá como, também, constitui uma crítica política a ele, mesmo que não tenha sido intencional – o que parece difícil.

Explico:

Em despacho, a juíza da 2ª Vara do DF determinou a penhora do tríplex que Moro acusou Lula de ter recebido como propina.





O processo, que tramita na 2ª Vara de Brasília, foi movido por uma empresa que busca ressarcimento por calote dado pela empreiteira OAS Empreendimentos após ter sido paralisada pelas investigações da Lava Jato.

A empresa credora impetrou uma ação de cobrança de quebra de contrato de locação no valor de R$ 7,2 milhões corrigidos.

A juíza em questão acatou e determinou ao Banco Central (Bacen) o bloqueio nas contas da OAS Empreendimentos, encontrando apenas R$ 10 mil. A empresa credora fez busca nos cartórios em todo Brasil. Encontrou quatro imóveis registrados no Guarujá em nome da OAS Empreendimentos.

O que ocorre é que um dos imóveis da OAS é o polêmico “tríplex de Lula” no Guarujá, confiscado pelo juiz Sergio Moro porque, na verdade, não seria da OAS, apesar de estar em nome da empreiteira.



Confira a escritura do imóvel



A juíza Luciana Correa Torres tinha que tomar uma decisão difícil: poderia reconhecer que o imóvel não pertence à OAS e, sim, ao Estado brasileiro por conta de ter sido confiscado provisoriamente por Sergio Moro – provisoriamente porque cabe recurso das decisões todas dele no caso do tríplex – ou poderia entender que o imóvel pertence a OAS e, portanto, era passível de penhora.

A juíza entendeu que o apartamento pertence à OAS e que, portanto, a penhora determinada por Moro não é válida.

O presidente da OAS Empreendimentos, Leo Pinheiro, após ser condenado a mais de 30 anos de prisão mudou seu depoimento inicial, que isentava Lula, e afirmou que o proprietário o ex-presidente seria o verdadeiro proprietário do tríplex, apesar de que o imóvel está registrado em nome da OAS.

A decisão de um juiz tem que ser pensada a longo prazo. Se o imóvel fosse de Lula e, portanto, passível de confisco pela Lava Jato, não caberia ela conceder a penhora para o credor da OAS, já que a decisão dela não se manteria futuramente. Ao decidir pela penhora, a juíza Luciana discordou abertamente do entendimento de Sergio Moro de que o tríplex é de Lula.

O malabarismo que os desembargadores Vitor Laus, Leandro Paulsen e Gebran Neto terão que fazer para manter a condenação de Lula por Moro tem tudo para desmoralizar nacional e internacionalmente não só eles três, mas, também, o Poder Judiciário brasileiro.

Se esses três magistrados se dispuseram a tanto, restará descobrir por que se desmoralizaram perante a comunidade jurídica brasileira e a mundial, já que a opinião corrente da maioria dos mais importantes juristas do Brasil garante que não existe qualquer condição jurídica séria de afirmar que o imóvel em tela é de Lula.

Mais uma prova para o mundo e para a história da parcialidade, da irresponsabilidade e da mesquinharia do juiz Sergio Moro. A pilha de provas dessa natureza já é enorme e não para de aumentar. Uma hora desabará sobre a cabeça dele, desmoralizando-o perante o país, o mundo jurídico e a história.

Assista, abaixo, reportagem do Blog da Cidadania sobre o tema e, em seguida, peço a você que acompanha este Blog há tantos anos que leia mensagem que temos para você.


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Nº 23.198 - "O mundo se levanta contra a martirização de Lula; confira a agenda de protestos"

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16/01/2018


O mundo se levanta contra a martirização de Lula; confira a agenda de protestos

Do Blog do Esmael - 16/01/2018



 A oito dias do julgamento do ex-presidente Lula pelo TRF-4, em Porto Alegre, crescem as mobilizações em todo o mundo contra a martirização do petista. Comitês em defesa da democracia e por eleições livres são constituídos em vários países, estados e municípios brasileiros.

Brasileiros de todas partes do mundo formaram coletivos da Frente Internacional Brasileiros no Mundo contra o Golpe, que a partir deste sábado (20), organizarão protestos em Frankfurt e Zurique.

As manifestações pró-Lula seguirão no domingo (21) em New York, Barcelona, Estocolmo, Madrid, Cidade do México e Paris.


Na terça (23), véspera do julgamento, em Manhattan, New York, novo ato público contra a perseguição judicial ao ex-presidente e pelo direito de o petista concorrer na eleição deste ano.

O calendário em defesa da democracia no Brasil se fecha no dia 24 de janeiro, quando o TRF-4 julgará a apelação de Lula, com protestos em Munique, Colônia e Paris.

Confira a agenda internacional dos atos em defesa de Lula e da Democracia:

*20/01/18 – Frankfurt:*Die Vorverurteilung des Ex. Präsidenten Lula /Em defesa de Lula – https://www.facebook.com/events/138304740296386/

*20/01/18 – Zurique:*EM DEFESA DE LULA, PELA DEMOCRACIA. – 14:00 às 17:00, Hirschenplatz Zürich. Manifesto Brasil Social.

21/01/18 – New York: BRADO: Manifesto em defesa do Estado de Direito – https://www.facebook.com/events/164568204274526/

21/01/18 – Barcelona: Persecución a Lula: otro Golpe al Estado de Derecho – https://www.facebook.com/events/1654243547971159/

21/01/18 – Estocolmo: Ato Público em apoio à Lula e em defesa da Democracia. Mynttorget, Gamla Stan, das 14h às 16h. – https://www.facebook.com/events/535665463467253/

21/01/18 – Berlim: Ato Público em frente ao portão do Brandenburgo, das 13:30 às 14:30.

21/01/2018 Madrid: Acto Cultural en Defensa de la Democracia en Brasil. 19hs. Local: Maloka c/ Salitre, 36 – Lavapiés.

21/01/18 – Cidade do México: Acto en Defensa de la Democracia y Apoyo a Lula – México. https://www.facebook.com/events/328478360893064/

21/01/18 – Paris « Flashmob » em apoio à defesa mundial ao direito de Lula ser candidato no domingo 21/01 às 16h no Parvis des Droits de l’Homme.

23/01/18 – New York: Defend Democracy in Brazil: Ato Público na Union Square, Manhattan às 19h.

*24/01/18 – Munique:*Die Vorverurteilung des Ex. Präsidenten Lula /Em defesa de Lula – https://www.facebook.com/events/137090663630134/

24/01/18 – Colônia: Colônia por Lula e Pela Democracia Brasileira – https://www.facebook.com/events/189282245142831/

24/01/18 – Paris – Acontecerá às 19h na Bourse de Travail uma roda de Debate sobre o resultado do julgamento e qual estratégia para o prosseguimento da luta contra o golpe.

Frente Internacional Brasileiros no Mundo contra o Golpe.

https://brasileirosnomundocontraogolpe.wordpress.com/

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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Nº 23.197 - " Se confirmar sentença de Moro, TRF4 vai reduzir Brasil a 'massa falida' "

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15/01/2018



Se confirmar sentença de Moro, TRF4 vai reduzir Brasil a 'massa falida'

Para advogado, condenação de Lula sem provas e consequências nefastas à Petrobras e ao país embasam pedido de anulação do processo e transformação do julgamento em diligência, com depoimento de Tacla Durán
por Cida de Oliveira, da Rede Brasil Atualpublicado 12/01/2018 16h26


petrobras pre sal.jpeg
Rapinagem: Para advogado, sentença de moro condena Lula sem provas e desqualifica governo e gestão da Petrobras, abrindo caminho para ações indenizatórias por prejuízos financeiros em todo o mundo



São Paulo – O diretor jurídico da Associação para Defesa e Amparo das Vítimas de Abuso e Poder (Pró-Vítimas), advogado Rubens Rodrigues Francisco, ingressou nesta quarta-feira (10), no papel de amicus curiae, com pedido de liminar, no recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sentença condenatória do juiz Sérgio Moro, que será julgado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), no próximo dia 24.
amicus curiae (literalmente, amigo da corte) é um instrumento processual que permite o acesso de pessoas que não fazem parte de um processo judicial, mas que entendem que os efeitos do seu resultado ultrapassam as partes. Nesse caso, como a condenação de Lula, sem provas, vai repercutir – direta ou indiretamente – na vida de todos os brasileiros, na economia do país e na ordem social e política, diversos setores, como sindicatos e outras organizações podem ingressar ações do tipo.  
A peça jurídica elaborada pelo advogado pede aos desembargadores que anulem o processo que levou à condenação de Lula por enxergar flagrantes ilegalidades, como a condução coercitiva do ex-presidente, em maio de 2016, inconstitucional, que serviu para "produção de prova" e a adoção da jurisprudência dos Estados Unidos, que traz prejuízos financeiros e instabilidades econômica, política e social ao Brasil. Aponta ainda a insegurança jurídica, que possibilita inúmeras demandas judiciais contra empresas e o erário brasileiro, em razão de uma alegada corrupção endêmica que o juiz Moro alega ter havido entre empresas e o governo brasileiro.
Clique aqui para acessar o texto da peça jurídica na íntegra.
E com base no próprio regimento do TRF4, o autor do amicus curiae pede ainda que os desembargadores intimem a presença do advogado Rodrigo Tacla Durán, cujo depoimento foi evitado por Moro. 
"Tacla Durán tem todas as provas contra o modus operandi da Lava Jato. São provas de alta relevância Por isso é criminalizado, desqualificado e deslegitimado por Moro e é temido pelo Ministério Público", disse Rubens Rodrigues Francisco à RBA. "Como ele entrou e reside legalmente na Espanha, pode ser chamado pela Justiça do país a se apresentar aos desembargadores. Não existe motivo para que o TRF4 se abstenha de seu dever legal."

amicus curiae.jpg 

Além da condenação

Francisco também representa o senador Roberto Requião (PMDB-PR) no TRF1, em Manaus, que pede a suspensão do leilão do pré-sal realizado pelo governo de Michel Temer, em outubro. Segundo afirmou, a condenação de Lula, sem provas, nos moldes da Lava Jato, baseada em jurisprudência dos Estados Unidos, gera efeitos econômicos porque envolve a maior empresa brasileira, a Petrobras, que opera em diversas partes do mundo. 
De acordo com ele, as consequências são nefastas porque há processos contra a empresa em diversos países, como Estados Unidos e Holanda, enquanto que outros aguardam a confirmação da sentença de Moro para entrar com ações.
Uma delas levou a Petrobras a assinar um acordo com investidores, para suspender uma ação coletiva por meio da Justiça dos Estados Unidos, na qual concordou em pagar uma multa de US$ 2,95 bilhões, correspondente a R$ 9,5 bilhões, em três parcelas iguais, duas em 2018 e uma em 2019.
A ação coletiva surgiu após a revelação, pela Operação Lava Jato, em 2014, de "um esquema de corrupção e superfaturamento em contratações da empresa". Acionistas e donos de títulos de dívida da companhia foram à Justiça norte-americana, reclamando que sofreram prejuízos financeiros por causa do esquema e pedindo indenização.
"O juiz Jed Rakoff, de um tribunal de Nova York, está só esperando a definição do caso Lula para homologar o acordo que trará tanto prejuízo ao Brasil. Fora outros processos contra outras empresas brasileiras, como a Odebrecht, que estão sendo vítimas desse processo sui generis", diz Francisco. 
Para ele, a Petrobras, que é umas das autoras da ação contra Lula, é a rigor uma das vítimas. "É uma situação estranha, se formos levar em conta que Rodrigo Janot foi diversas vezes aos Estados Unidos levar informações da Lava Jato. Quando se analisa tudo isso, o triplex do Guarujá é apenas um pretexto. Tanto que na sentença, Moro coloca os verbos no modo subjuntivo, que expressa uma ação que poderia ter ocorrido, e não no pretérito perfeito. Ou seja, tudo teria acontecido. E se condena pelo fato consumado, provado"Então, quando se vê os efeitos que orbitam ao redor de uma sentença proferida sem provas, começamos a entender."
Ou seja, "se os desembargadores do TRF-4 confirmarem a sentença de Moro, estarão atestando que a Petrobras é um lixo e que o governo brasileiro só tem bandido, embasando assim processos. É um cheque em branco porque a Petrobras se tornará alvo de ações indenizatórias e roubo de ativos em toda parte do mundo em que opera. Seremos então uma massa falida gigante. Por isso a condenação de Lula é um cheque em branco na mão dos estrangeiros,  é a destruição da Petrobras e a entrega do pré-sal". 
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Nº 23.196 - "Santo Padre chama de 'patos idiotas' manifestantes pró-Sérgio Moro"

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15/01/2018



Santo Padre chama de “patos idiotas” manifestantes pró-Sérgio Moro


Do Blog do Esmael - 15 de Janeiro de 2018 



 O Padre Leomar Antonio Montagna, da cidade de Maringá, em carta publicada nas redes sociais, chamou de “patos idiotas e não patriotas” a turma de verde amarelo que se manifestou no sábado (13) pela condenação do ex-presidente Lula e em apoio ao juiz Sérgio Moro.

O protesto organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), com a retaguarda da Associação Comercial de Maringá (ACIM), foi um fiasco. Ou seja, deu ruim o barulho em defesa do magistrado da lava jato. O resumo da gritaria neofascista foi dado pelo professor de história João Fernandes Barros: ‘Corruptos foram às ruas de Maringá defender Sérgio Moro.’

Voltemos à carta do Santo Padre.

O religioso afirmou que os manifestantes contrários a Lula são subservientes à corrupção, movidos simplesmente por ódio, intolerantes, parciais e preconceituosos. “No fundo, de mentalidade doentia e privados de alma racional.”

O próximo passo será excomungar esses “patos idiotas” da Igreja Católica.

Leia a íntegra da carta do Padre:

Sobre as manifestações em Maringá: essa turma do verde amarelo é o maior engodo que o Brasil já viu, uma mentalidade de patos idiotas e não patriotas, uma mentalidade de fazer esquifo, pois são subservientes à corrupção, movidos simplesmente por ódio, intolerantes, parciais e preconceituosos. No fundo, de mentalidade doentia e privados de alma racional.

Se quisessem contribuir com a democracia teriam se manifestado exigindo que o poder judiciário tratasse à todos sem parcialidade (por exemplo, onde está a mulher de Cunha sob responsabilidade do juiz Moro?). E quando foi que vimos esse grupo se manifestando contra as malas de Aécio, Temer, apartamento cheio de dinheiro de Gedel?

Então a mentalidade dessa turma é um grande mal, pois fecham os olhos para crimes gritantes, tanto maiores que uma simples reforma de um triplex sem provas concretas.

Lembrando ainda que essa turma apoiou o Golpe e é conivente com o que existe de pior na política, pois desde o golpe se instalou no governo a grande bandidagem, sustentada por pífios Congressistas, que além de se protegerem com a imunidade, continuam desviando recursos, pagos com nossos impostos, para interesses particulares, de grandes corporações e do capital internacional.

Estamos novamente convivendo com a fome e devido a precariedade dos recursos destinados ao social, se imagina o pior pela frente, além da perda de muitos direitos trabalhistas e sociais, inclusive os pobres e trabalhadores correndo o risco de morrer às mínguas sem à aposentadoria.

Tudo isso é muito triste, a grande mídia, os representantes do capital fizeram acreditar que o mal estava só num partido político e demonizaram muitas lideranças de lutas incansáveis em favor do bem comum, pena que muitas pessoas embarcaram neste imbróglio e assim estão prejudicando-se a si mesmos e destruindo a esperança de um Brasil da inclusão, da igualdade e melhor para todos.

Como padre, rezo por um Brasil mais justo, por um judiciário que não seja parcial, pelas pessoas, de verde amarelo, vermelho e de todas as cores, pessoas são ícones de Deus, mas não posso aprovar esta mentalidade, pois não condiz com a dignidade humana e muito menos com o Reino de Deus anunciado por Jesus.

Que o Espírito Santo venha em nosso socorro e que possamos vencer todo mal individual e coletivo. Deus abençoe, com sua sabedoria, cada um de nós e o Brasil que tanto amamos.

Pe. Leomar Antonio Montagna

Maringá – Paraná
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Nº 23.195 - "Institutos Federais têm maior nota no Enem, mesmo sofrendo cortes"

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15/01/2018

Institutos Federais têm maior nota no Enem, mesmo sofrendo cortes


Institutos Federais têm maior nota no Enem, mesmo sofrendo cortes


LILIAN MILENA

Jornal GGN - SEG, 15/01/2018 - 16:19

Mesmo sofrendo contingenciamento, elite das escolas públicas continua apresentando alunos mais competitivos no Exame Nacional 

Resultado do Enem Foto da Agência Brasil
Resultado do Enem Foto da Agência Brasil

Jornal GGN - Apesar de se destacarem entre as melhores instituições de ensino médio, os institutos federais sofreram queda de orçamento no governo Temer. O modelo de ensino com foco nem educação técnica e profissional, com cursos de ensino médio e superior, foi uma das bandeiras na área de educação do governo Lula e Dilma.

Segundo um levantamento da Folha, mesmo com o contingenciamento, os institutos federais lideraram a nota do Enem em 2016 em 14 Estados. A rede é composta por 644 campi e 878 mil alunos (64% de ensino médio) e entre 2015 e 2017 o recebimento de verbas caiu 14%. A redução no volume resultou no cancelamento de projetos e sucateamento da infraestrutura, apontaram representantes das instituições ao jornal. 

Para obras e compra de equipamentos, por exemplo, os recursos recuaram 61% no período. Apesar desse cenário, a tabulação de dados do MEC realizada pela Folha revelam que os institutos federais tiveram média 564,93 no Exame Nacional do Ensino Médio de 2016 - apenas 3% abaixo da rede privada (580,93). A média do campos Vitória do Ifes, por exemplo, foi 651,83 em 2016, a mais alta entre os institutos, colocando a escola em 171º lugar entre todas as escolas públicas e privadas do país (8.857 unidades).

"Trabalhamos a ideia de teoria e prática, e alia isso com nossos excelentes alunos (...) Com a mesma fatia de orçamento, estamos no teto das possibilidades", comentou o reitor do Ifes, Jadir Pela, ao jornal. 

Para o Wilson Conciani, do Conif (Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica) o governo Temer proporcionou perdas ao ensino nacional ao não consultar representantes dessas instituições para debater a reforma do ensino médio, aprovada em fevereiro do ano passado após tramitação acelerada no Congresso, criticando a falta de diálogo que poderia replicar o know how dessas instituições em todo o país.

"Uma vez que os institutos federais têm um trabalho de qualidade, comparado às experiências internacionais, esperávamos ter participação mais ativa. Isso até agora não aconteceu".

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Nº 23.194 - "Luciano Huck, a Globo e a memória seletiva dos 'novos'políticos' "

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15/01/2018


Luciano Huck, a Globo e a memória seletiva dos 'novos'políticos'


Apresentador enche a boca para cobrar ética de políticos em programa da Globo, mas parece esquecer de práticas que não resistiriam a um "Arquivo Confidencial"


Rede Brasil Atual -  publicado 15/01/2018 11h14, última modificação 15/01/2018 13h11



RAQUEL CUNHA/TV GLOBO
luciano huck.jpg
Mesmo cobrando ética, Luciano Huck 
construiu casa em área de preservação ambiental


por Helena Sthephanowitz

Passados alguns dias da repercussão da entrevista – interpretadas como fala de candidato, em “campanha eleitoral” antecipada – de Luciano Huck, no palco do programa do Faustão no  domingo 7, o apresentador negou que irá se candidatar à Presidência da República em 2018. Não foi uma negativa categórica por meio de nota oficial à imprensa – apenas um comentário pelas redes sociais, mas sem efetivamente descartar sua candidatura. Disse ainda que continuará atuando em movimentos cívicos para “oxigenar a política brasileira com novas cabeças, novas ideias e, principalmente, novas práticas”.

Já a TV Globo  levou três dias para informar em nota oficial, que cumpre a legislação eleitoral e que não apoia qualquer candidato nas eleições de 2018. A afirmação só veio após parlamentares do PT entrarem com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a emissora por abuso dos meios de comunicação e de poder econômico.

Quando questionada pela imprensa a emissora justificou que a participação de Luciano Huck e Angélica no Domingão do Faustão havia sido gravada antes de o apresentador afirmar que não concorreria à Presidência. Mas isso sem explicar por qual razão a entrevista só foi ao ar agora, “fora do tempo”, e nem por que o telespectador não foi avisado de que se tratava de uma gravação. 

A argumentação não convenceu. Negações como essa são como a fumaça que confirma o fogo.

Se ainda restava alguma dúvida de que a aparição de Huck no programa tinha discurso de candidato, uma notinha de sexta-feira (12), da jornalista Daniela Lima, da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, deixou evidente a candidatura.

De acordo com a jornalista, "informação de que a entrevista de Luciano Huck ao “Domingão do Faustão” foi gravada em 11 de novembro esbarra em um dado. Durante a conversa, Fausto Silva diz que Huck 'deixou bem claro em comunicado enviado a todos os jornais que não seria candidato' a presidente."

O artigo em que o apresentador afirmou que não concorreria em 2018 foi publicado nos jornais no dia 27 de novembro. Portanto, o marketing político da Globo, no primeiro domingo do ano, foi quase dois meses depois de o apresentador anunciar que não seria candidato.

Além disso, a entrevista também ocorreu depois da divulgação de uma pesquisa Ipsos, no dia 23 de novembro, na qual Huck aparecia com e melhor avaliação de imagem junto ao eleitor.

Luciano Huck nunca Luciano Huck nunca abandonou o sonho de ser presidente da República.

No programa, o apresentador posou de bom moço, bom marido, o “novo”, o “não político”. Em relação à ideologia, Huck afirmou não ser de direita – e nem de esquerda. 

Não é de hoje que o todo queridinho da Globo mostra pretensões políticas. Em 2007, durante o governo do presidente Lula, o apresentador que hoje se diz representar “o novo”, o “não político”, nem esquerda e nem direita, se engajou ferozmente na  campanha para retirar R$ 40 bilhões (valores da época)  por ano do orçamento do SUS, detonando a CPMF.

Fazendo a vez do pato amarelo, Huck se apresentou como mestre de cerimônia “voluntário” para um show gratuito promovido pela Fiesp – de Paulo Skaf – em São Paulo, contra a CPMF. Recheado de atrações famosas, a imprensa anunciava que os organizadores esperavam atrair um público de dois milhões de pessoas, mas só sete mil apareceram. Ao ser avisado sobre o público pífio, Luciano Huck cancelou sua participação na última hora, pouco antes de subir ao palco, alegando “problemas de agenda”.

Mesmo assim, a bancada demotucana (DEM e PSDB) no Senado, com ajuda do Psol, conseguiu detonar a CPMF e o empresário Luciano Huck ficou um pouco mais rico, ao manter em sua conta o dinheiro que pagava de CPMF e era usado para financiar a saúde pública.

Voltando ao programa do Faustão, ao discorrer sobre o atual cenário político,  Huck falou sobre ética com declarações como “pequenas corrupções levam às grandes corrupções”.

Aparentemente, o apresentador não deve ter lembrado – ou terá tentado se aproveitar da tradicional "memória curta" do brasileiro –  que em 2003, teve sua pousada em Fernando de Noronha (PE) interditada pelo Ibama, por ter sido construída em área de preservação ambiental.

Pela lei da época, só moradores que possuíam autorização de ocupação de solo poderiam construir em Fernando de Noronha, declarada pela ONU Patrimônio Natural da Humanidade.

Mas isso não foi problema: Huck, deu um “jeitinho” e a Pousada Maravilha foi construída pelo apresentador juntamente com os empresários João Paulo Diniz, Pedro Paulo Diniz e Ed Sá, no terreno onde morou o ex-chefe do Parque Nacional Marinho, José Gaudêncio Filho, o dono formal do empreendimento. Em 2011, Huck e os sócios, venderam a pousada ao cientista político filiado ao PSDB, Antonio Lavareda.

Luciano Huck também falou no programa sobre combate à corrupção. Ao mesmo tempo cobrou mais ética. “Os brasileiros estão envergonhados da classe política”, disse. Isso tendo o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (MDB), criado o Decreto 41.921, que ficou conhecido como “Lei Luciano Huck”, para alterar a legislação sobre Áreas de Proteção Ambiental, e manter "protegida" uma mansão do apresentador numa reserva ambiental de Angra dos Reis (RJ), construída sobre rochas e um espelho d'água. 


Faustão bem que poderia fazer novo convite a Luciano Huck e abrir o "Arquivo Confidencial" dele.

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