quarta-feira, 26 de abril de 2017

Nº 21.300 - "KENNEDY: PLANALTO JÁ TEME IMPACTO DA GREVE GERAL NAS REFORMAS"

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26/04/2017

 

KENNEDY: PLANALTO JÁ TEME IMPACTO DA GREVE GERAL NAS REFORMAS

 

Brasil 247 - 26 DE ABRIL DE 2017 ÀS 09:16 

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Jornalista Kennedy Alencar destacou nesta quarta-feira, 26, que o governo de Michel Temer admite que há uma crescente adesão de trabalhadores e entidades à greve geral que deverá paralisar o País nesta sexta-feira, 28, em protesto contras as reformas trabalhista e da Previdência; "Há uma percepção do Planalto e dos organizadores de que a mobilização para a greve está se fortalecendo, com relevante ajuda de setores da Igreja Católica, inclusive da cúpula", diz; "A depender do impacto, poderá criar turbulências para a reforma trabalhista no Senado, se ela for mesmo aprovada hoje pela Câmara", diz o jornalista

26 DE ABRIL DE 2017 ÀS 09:16

247 - O jornalista Kennedy Alencar destacou nesta quarta-feira, 26, que o governo de Michel Temer admite que há uma crescente adesão de trabalhadores e entidades à greve geral que deverá paralisar o País nesta sexta-feira, 28, em protesto contras as reformas trabalhista e da Previdência.

"Há uma percepção do Planalto e dos organizadores de que a mobilização para a greve está se fortalecendo, com relevante ajuda de setores da Igreja Católica, inclusive da cúpula. Existe adesão de diversos sindicatos. (...) A depender do impacto, poderá criar turbulências para a reforma trabalhista no Senado, se ela for mesmo aprovada hoje pela Câmara.Mas, sobretudo, poderá atrapalhar o plano de voo do governo para votar a reforma da Previdência no próximo mês. Além da greve prevista para sexta, haverá as tradicionais manifestações de 1º de Maio, o Dia do Trabalho", diz o jornalista.

Kennedy diz também que até essa terça-feira, 25, o governo ainda não tinha uma planilha com 350 votos razoavelmente assegurados, a fim de ter uma margem de segurança para votar a reforma da Previdência.

"Mesmo que a reforma trabalhista tenha um placar avassalador, não dá para fazer uma transposição direta para a reforma da Previdência, porque é uma matéria que enfrenta maior resistência interna. Obviamente, uma vitória expressiva voltaria a criar um clima parlamentar positivo para o governo. Mas cada batalha tem as suas especificidades. E a batalha da Previdência é mais complexa, sujeita a maior resistência", afirmou.

Leia o texto na íntegra no Blog do Kennedy.
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terça-feira, 25 de abril de 2017

Nº 21.299 - "O que esperar da greve geral, um século depois?"


25/04/2017


O que esperar da greve geral, um século depois?



Do Blog do Kotscho - Publicado em 25/04/2017 às 10h20

grevefinal O que esperar da greve geral, um século depois?
Trabalhadores parados na greve geral de 1917 (Foto: Reprodução)


por Ricardo Kotscho

Julho de 1917.

Em meio à Primeira Grande Guerra Mundial, quase um século atrás, eclodia no Brasil a primeira greve geral de trabalhadores, que mereceu ampla cobertura do jornal O Estado de S. Paulo, hoje conhecido como Estadão, sob a rubrica "Agitações Operárias". Começou nas indústrias têxteis de São Paulo e se alastrou por todo o país. Durou trinta dias.

Abril de 2017.

Solenemente ignorada até aqui no noticiário da grande imprensa, é impossível prever o tamanho da greve geral marcada para esta sexta-feira, dia 28, véspera do feriadão de 1º de Maio, organizada por movimentos sociais e centrais sindicais contra a reforma da Previdência.

Aqui em São Paulo, por via das dúvidas, sem saber o que pode acontecer, muita gente já está desmarcando compromissos e antecipando viagens, temendo a paralisação dos transportes públicos. Aeroviários também ameaçam entrar em greve. As escolas deverão permanecer fechadas, inclusive as particulares.

A maior greve geral de que se tem notícia aconteceu em 1989, quando o país era presidido por José Sarney, do mesmo PMDB do atual presidente Michel Temer (por coincidência, ou não, os dois eram vices que assumiram os cargos). A paralisação nacional atingiu 70% da população economicamente ativa, calculada na época em 59 milhões de trabalhadores.

Cem anos atrás, quando não havia redes sociais e toda a parafernália das modernas tecnologias de comunicação, os jornais eram a principal, muitas vezes única fonte de informação.

Hoje, o cidadão comum, que não é ligado a sindicatos nem movimentos sociais, continua com dificuldades para saber o que vai parar, onde haverá protestos, que ruas serão fechadas, e procuram jornalistas para descobrir o que pode afetar a sua vida daqui a três dias.

Até as dez horas da manhã desta terça-feira, eu também não tinha informações precisas para oferecer, além dos releases da CUT que falam em parar o país.

As reivindicações foram assim resumidas:

"A Direção Nacional, reunida em Brasília, no dia 29 de março, deliberou pela organização da greve geral como ação estratégica da CUT para derrotar a reforma da Previdência, a reforma trabalhista e a terceirização propostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Nenhum direito a menos!".

Na edição de 10 de julho de 1917, o Estadão informava desta forma o que os trabalhadores queriam (na grafia original):

"Desde ha dias a esta parte, alguns estabelecimentos fabris da capital têm paralisado o seu movimento, por que os operarios, acossados pela carestia da vida e pela miseria dos salarios, lançaram-se na greve como recurso que se lhes afigurou mais efficaz para o triumpho dos seus direitos".

Pelo jeito, nem tudo mudou um século depois.

Certo apenas é que esta será a primeira manifestação popular após o tsunami das delações da Odebrecht, que soterrou o mundo político-partidário nos escombros da corrupção. Até aqui, nem panelas foram ouvidas nas varandas.

Como no Brasil até o passado é imprevisível, segundo o ex-ministro Pedro Malan, melhor é aguardar o desenrolar dos acontecimentos, tomando emprestada a linguagem dos antigos locutores de rádio.

A depender das dimensões que esta greve geral tomar, poderá ser um divisor de águas no contestado governo de Michel Temer, que até agora não foi ameaçado pelo que mais teme (sem trocadilho): as ruas.

Vida que segue.

Nº 21.298 - "CONFERÊNCIA DOS FRANCISCANOS CONVOCA FIÉIS PARA GREVE GERAL"


25/04/2017


CONFERÊNCIA DOS FRANCISCANOS CONVOCA FIÉIS PARA GREVE GERAL



Depois de bispos e arcebispos de vários estados brasileiros convocarem os seguidores do catolicismo a participar da greve geral, agora a Conferência Franciscana também se posicionou, convocando os fieis a se manifestarem nesta sexta-feira contrários às reformas de Michel Temer; "Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados", diz divulgado pelos franciscanos


Brasil 247 - 25 DE ABRIL DE 2017 ÀS 14:39


247 - A Igreja Católica se mostra cada vez mais integrada em participar da greve geral que deverá paralisar o País nesta sexta-feira, 28, em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência, propostas pelo governo de Michel Temer.

Depois de bispos e arcebispos de vários estados brasileiros convocarem os seguidores do catolicismo a participar da greve geral, agora a Conferência Franciscana também se posicionou, convocando os fieis a se manifestarem nesta sexta-feira contrários às reformas de Michel Temer.

"Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados", diz divulgado pelos franciscanos.

Leia na íntegra a convocação:

"Conferência da Família Franciscana do Brasil

Sinfrajupe – Serviço Inter-Franciscano de Justiça, Paz e Ecologia

Juventude Franciscana do Brasil

CONVOCAÇÃO FRANCISCANA PARA AS MOBILIZAÇÕES DE 28 DE ABRIL:
NENHUM DIREITO A MENOS!

'Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados'.

NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 287/16 – 'REFORMA DA PREVIDÊNCIA'
24 de abril de 2017

Queridas irmãs, queridos irmãos,

Paz e Bem!

Diante da atual conjuntura de retirada de direitos sociais da população e em resposta à convocação da CNBB para nos mobilizarmos contra a Reforma da Previdência, convocamos as irmãs e os irmãos a se juntarem na Greve Geral e nas mobilizações que ocorrerão na sexta feira, dia 28 de abril, em todo o Brasil.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/2016), o Projeto de Lei (PL 4.302/98) e a Reforma Trabalhista atingem diretamente a população brasileira através da Reforma da Previdência e da liberação da terceirização para todas as atividades. Tais reformas infringem os Art. 6º e 7º da Constituição Federal de 1988[i] e atacam os direitos sociais conquistados com muita luta pela sociedade civil.

Desta forma, em consonância com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), a Conferência dos Frades Menores do Brasil (CFMB) e a diversas outras entidades, instituições e organizações, também nos posicionamos com a população brasileira, em proteção dos direitos sociais e dos mais pobres e vulneráveis. Animem suas Comunidades e Fraternidades para discutirem e agirem acerca desta temática, pronunciando nas Celebrações, realizando momentos de jejum e oração, e participando dos atos públicos.

Consideramos as palavras do Papa Francisco: 'O amor [...] é também civil e político, manifestando-se em todas as ações que procuram construir um mundo melhor. O amor à sociedade e o compromisso pelo bem comum são uma forma eminente de caridade, que toca não só as relações entre os indivíduos, mas também as macro-relações como relacionamentos sociais, econômicos e políticos[ii]'.

Que neste tempo Pascal possamos superar todas as realidades de morte que ameaçam nossas vidas, cumprindo a nossa missão profética de fé cristã, nos unindo na construção de uma sociedade justa e fraterna.

Fraternalmente,

Frei Éderson Queiroz,OFMCap

Presidente da Conferência da

Família Franciscana do Brasil

Frei José Francisco,OFM

Diretor Executivo do Sinfrajupe

Washington Lima dos Santos,JUFRA/OFS

Secretário Fraterno Nacional da Jufra do Brasil

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil: título II

Dos Direitos e Garantias Fundamentais, Capítulo II

Dos Direitos Sociais: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

PAPA FRANCISCO. Carta Encíclica Laudato Si': Sobre o Cuidado da Casa Comum p. 173
Juventude Franciscana JUFRA) do Brasil

Nº 21.297 - "GREVE GERAL — A REVOLUÇÃO não faltará ao encontro!"


25/04/2017

GREVE GERAL — A REVOLUÇÃO não faltará ao encontro!


Do Cafezinho - , Postado em Redação Escrito por 


 

Por Christiele Dantas

A Greve Geral é uma Greve Política. Significa a união da Sociedade contra o Estado. No caso do Brasil, representa a reunião de uma parte da Sociedade que não possui privilégios contra outra parte que se sustenta no conluio com o Estado. A Greve Geral do dia 28 de abril tem a missão de demarcar os lados da guerra entre a autogestão popular e o governo oligárquico.

Por isso, a pauta reivindicatória está para além das bandeiras levantadas em 2016, encampadas pela defesa da Democracia. É uma Greve contra a perda de direitos e contra o ataque à Constituição Cidadã. È uma Re-Ação, um convite ao Combate. Não se resume a uma Greve de apoio a lideranças de esquerda abaladas. A Greve Geral é um clamor pela REVOLUÇÂO. E sem a REVOLUÇÂO, todos os Golpes foram, são e serão vitoriosos.

Abril de 1964. Os gorilas assaltaram o poder. O governo em exercício aceitou e a esquerda que o apoiava ficou paralisada. Veio a resistência, hegemonicamente pautada pela defesa da democracia.

Agosto de 2016. Uma quadrilha assalta o poder. O governo em exercício se defendeu, dentro dos termos cunhados pelos assaltantes. A esquerda que o apoiava ficou paralisada. Vem a resistência, hegemonicamente pautada pela defesa da democracia.

Para Darcy Ribeiro, João Goulart era reformista e na ocasião do Golpe de 64, considerava sua queda menos catastrófica que o desencadeamento e a condução de uma Revolução Social. Toda uma geração de intelectuais da esquerda trocou o primado da REVOLUÇÃO, pelo resgate e restabelecimento da Democracia. Representam posicionamentos politicamente orientados, em especial pelo Partidão (PCB), que viu todo seu projeto de aliança com o governo reformista esvair-se com a rotura da legalidade.

Para Jacob Gorender, as reformas de base, superdimensionadas e sobrevalorizadas pela historiografia marxista, só ganharam importância na pauta do governo Jango, após perder crédito junto às forças conservadoras, uma vez que se demonstrara incapaz de conter o descalabro e subjugar as forças da esquerda. Diante do impasse, Jango busca aliança com Luiz Carlos Prestes, secretário geral do PCB.

Prestes entregou irrestrita e publicamente a direção da REVOLUÇÃO a Jango. Nenhuma das lideranças operárias e nacionalistas mostrou audácia e iniciativa de luta. “Todos ficaram à espera do comando do Presidente da República. Fracassaram não só os comunistas, mas também Brizola, Arraes, Julião e os generais nacionalistas. Jango não quis a luta, receoso de que a direção política lhe escapasse e se transferisse às correntes de esquerda. Colocou a ordem burguesa acima de sua condição política pessoal”, constata J. Gorender.

Em 1964 existia uma situação pré-revolucionária nunca antes vista na história do Brasil A dependência à figura do líder, ensejada pela cultura paternalista, foi fator primordial para o fracasso da esquerda.

O vazio da retração do PCB foi preenchido por novas organizações surgidas de suas próprias fileiras. Para Marighela e sua Ação Libertadora Nacional (ALN), só a ação faria a vanguarda. O Golpe mostrou o despreparo da esquerda, mergulhada no fatalismo histórico de que a burguesia é a força dirigente da revolução brasileira. Resultado: o abandono das posições de classe e a inação generalizada.

Em 2016, a esquerda se encontrava fragmentada. Parte dela aceitava de bom grado os frutos do reformismo, que saciou a nova classe média com o poder de consumo. Outra parte, presente às jornadas de junho de 2013, atacava a atualização do paternalismo de Estado e seus desdobramentos. O processo de derrubada da presidenta eleita reunificou boa parte da esquerda, em defesa da DEMOCRACIA. Foi o início da batalha contra os usurpadores do poder e seu projeto de desmonte do Estado de Bem Estar Social. Sempre partindo do pressuposto da DEMOCRACIA, tida como valor universal. Nos discursos Anti-Golpe, quase sempre, a REVOLUÇÃO se ausenta.

Em 1917, primeira GREVE GERAL no Brasil, organizada por sindicatos anarquistas e comunistas, marcou o início da luta dos trabalhadores. Sua bandeira: a REVOLUÇÃO!

100 anos depois, 28 de abril de 1917. Rumamos para a GREVE GERAL. A Greve é a ação vanguardista que paralisa a plutocracia. Não às Reformas! Não ao Reformismo! Que possamos correr de peito aberto e com sangue nos olhos ao encontro da REVOLUÇÃO. Sem Pátria e sem Patrão!

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Nº 21.296 - "Preparação da greve mostra força para paralisação na sexta"

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25/04/2017

Preparação da greve mostra força para paralisação na sexta


Do Tijolaço -  25/04/2017


28greve
Sexta-feira pode ser o “temerazo” que, desde o golpe, não se conseguiu fazer a nível nacional.
Todos os sinais são de que o movimento de protesto do dia 28 vai ser forte em todo o Brasil e o relatório parcial das categorias que decidiram parar, divulgado há pouco pela Central Única dos Trabalhadores é só uma pequena amostra, pois muitas categorias ainda têm assembleias marcadas para hoje e amanhã.
Nas maiores capitais, promete-se parar todo o transporte público e, com isso, aumentar muito o impacto do movimento.
Os serviços de inteligência, bem mais informados que este blogueiro, já fizeram chegar ao Governo a informação de que a paralisação será expressiva e, muito provavelmente, esta foi a razão do adiamento do pedido para adiar o depoimento de Lula, marcado para a próxima terça feira.
Se o governo for para o tudo ou nada, como parece estar se encaminhando, forçando a votação da reforma trabalhista, só vai aumentar o problema.
Veja o mapa das paralisações em cada Estado. Aqui
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Nº 21.295 - "Ciro Gomes convoca população para greve geral desta sexta-feira"


25/04/2017


Ciro Gomes convoca população para greve geral desta sexta-feira


O Povo - 25/04/2017 16:45



Ciro publicou convocação da greve geral em sua página do Facebook (Foto: Reprodução)
Ciro publicou convocação da greve geral em sua página do Facebook (Foto: Reprodução)


CARLOS MAZZA

O ex-ministro e candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, convocou seguidores de sua página no Facebook para greve geral organizada para esta sexta-feira, 28, em todo o País.

“A Nação precisa lutar unida contra a injustiça e os privilégios! Vamos parar o Brasil e mostrar o valor de nosso povo!”, disse Ciro em sua página oficial.

Greve geral foi convocada por diversas centrais sindicais e movimentos sociais em resposta a reformas atualmente em discussão no Congresso Nacional. Entre projetos mais criticados, estão alterações propostas pelo governo Michel Temer (PMDB) em leis trabalhistas e na Previdência pública do País.

Em Fortaleza, manifestações estão marcadas para a manhã de sexta na Praça Clóvis Beviláqua – conhecida como Praça da Bandeira –, no Centro. Conforme divulgado pelo Blog Política nesta segunda, o sindicato de motoristas de ônibus do Ceará confirmaram participação no evento.



CARLOS MAZZA. Repórter do núcleo de Conjuntura do O POVO. Jornalismo de dados, reportagens investigativas, bastidores da política cearense. carlosmazza@opovo.com.br

Nº 21.294 - "Damous: Em conluio com a mídia, Moro e procuradores da Lava Jato escondem que já produziram 4 milhões de desempregados"

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25/07/2014

Damous: Em conluio com a mídia, Moro e procuradores da Lava Jato escondem que já produziram 4 milhões de desempregados


Do Viomundo - 25 de abril de 2017 às 12h03

Moro e procuradores do MP já produziram 4 milhões de desempregados


por Wadih Damous*

Do alto de seus supersalários e privilégios, os integrantes da chamada força-tarefa da Lava Jato contam com a cumplicidade da mídia para esconder um dado aterrador: dos 13 milhões de desempregados brasileiros, nada menos do que 4 milhões são resultado direto da dizimação do setor de óleo e gás e da destruição das empreiteiras do país.
Por obra e graça da Lava Jato, centenas de milhares de famílias não só sofrem as graves privações causadas pela falta de trabalho e renda, como não enxergam perspectivas no horizonte, pois os golpistas atiraram o Brasil na mais profunda recessão de sua história.
Em qualquer lugar do mundo civilizado, donos e executivos de empresas que cometem malfeitos são punidos na forma da lei, mas as empresas são preservadas, em geral pela celebração de acordos de leniência.
Além de gerarem milhões de empregos diretos, sem falar nos postos de trabalho indiretos em toda a cadeia produtiva, essas empresas são artífices do desenvolvimento e concentram um patrimônio valioso que é a memória da engenharia nacional.
A Siemens alemã existe desde a Alemanha nazista, tendo inclusive colaborado com o regime hitlerista. Com o fim da guerra, muitos de seus dirigentes foram presos. A empresa, todavia, não foi tocada. Mais de 70 anos depois, a poderosa multinacional Siemens é exemplo da pujança da economia alemã.
A insensibilidade de juízes e procuradores do MP em relação aos dramas sociais vividos pela gente brasileira tem origem de classe.
O nosso sistema de justiça virou uma espécie de reserva de mercado para os jovens das classes média e alta. Depois de frequentarem os colégios e cursos preparatórios aos quais só a elite tem acesso, eles ingressam na magistratura e no MP aos vinte e poucos anos e sem qualquer experiência nas lides do direito.
O salário inicial de um procurador, cerca de 30 mil reais, chega a ser um escárnio se comparado aos 14 mil recebidos por generais e almirantes ou aos 12 mil de professores universitários com todos os títulos acadêmicos e em fim de carreira.
Oriundos da burguesia e com seus polpudos salários ainda engordados por toda sorte de penduricalhos, não causa estranheza que os procuradores messiânicos da República de Curitiba se lixem para o desemprego alheio.
Desemprego que só tende a se agravar com a política econômica ultraneoliberal ,e que não é mais adotada por nenhum país ao redor do planeta, da dupla Temer-Meireles, baseada no desmonte e na acelerada desnacionalização da economia, com a entrega aos estrangeiros das nossas riquezas.
Segundo o economista e professor da UFRJ João Sicsú, o pior é que estão sendo desmontadas as estruturas do Estado brasileiro capazes de alavancar um novo ciclo de crescimento depois que o vendaval golpista passar.
Sicsú citou como exemplo a demolição das estruturas de instituições vitais para o desenvolvimento nacional, tais como o BNDES, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e a Petrobras.
A petroleira inclusive responde por 10% do PIB nacional. A aprovação pela Câmara dos Deputados e a posterior sanção pelo presidente golpista, sem nenhuma salvaguarda para os trabalhadores, da terceirização irrestrita é outro fator de elevação das taxas de desemprego.
Com o fim da CLT , sacramentado pela provável aprovação da reforma trabalhista , uma legião de desempregados permanentes vagará pelo mercado, se limitando a vender sua força de trabalho de forma temporária e sem direitos. Como a excrescência legal do negociado prevalecendo sobre o legislado, milhões de trabalhadores cujas categorias são representadas por sindicatos pouco atuantes ou sem tradição de luta estarão condenados à precarização e ao desemprego.
O Brasil governado pela quadrilha golpista está invertendo absurdamente o sistema protetivo, algo que não encontra paralelo em nação alguma.
As leis trabalhistas surgiram para proteger a parte mais fraca da relação de trabalho, que é a classe trabalhadora. A reforma de Temer assegura aos empresários, elo mais forte pois detêm os meios de produção, garantias infinitas, enquanto abandona os que vendem sua força de trabalho à própria sorte.
Wadih Damous – deputado federal e ex-presidente da OAB-RJ.

Nº 21.293 - "A 'delação combinada' entre empreiteiros, marqueteiros e justiceiros"

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25/04/2017


A “delação combinada” entre empreiteiros, marqueteiros e justiceiros


Brasil 247 - 25 de Abril de 2017




Jeferson Miola


Abrindo nova semana de bombardeio a Lula e ao PT, o Jornal Nacional da segunda-feira 24/4 proferiu uma sentença de condenação da Presidente Dilma: "o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura confirmou ao TSE que Dilma tinha conhecimento do caixa dois...".

Note-se que a Globo não praticou jornalismo; menos ainda o que seria considerado uma prática jornalística honesta. Ao invés de jornalismo, a Globo simplesmente conjugou o verbo confirmar – "o casal confirmou", sentenciou o apresentador William Bonner.

Segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o verbo confirmar significa "afirmar a verdade ou a exatidão de ato, crença ou fato precedente", "ratificar um ato ou fato antecedente", "provar[-se] verdadeiro; comprovar[-se]".

A Globo e a Lava Jato assumem ser dispensável, no regime de exceção, "afirmar a verdade ou a exatidão de ato", tampouco "provar verdadeiro; comprovar". Para a ditadura jurídico-midiática, não é necessário produzir provas; bastam suas próprias convicções condenatórias e os preconceitos e ódios nutridos contra os inimigos ideológicos.

Em três anos de Operação, e diante da incapacidade de produzir provas para acusar Lula e Dilma, a Lava Jato passou a torturar psicologicamente e a chantagear empreiteiros e marqueteiros presos [ou condenados] para extrair confissões e incriminações falsas em troca de redução das condenações e de outros benefícios penais.

Um método, enfim, de "robustecimento de convicções". Em resposta, os condenados passaram a mudar os depoimentos originais, a inventar realidades e a falsificar fatos em troca do abrandamento das penas de prisão e demais sanções.

Não surpreende, por isso, a versão inventada pelo "casal de marqueteiros". Em breve se saberá quais benefícios e privilégios eles receberão da Lava Jato pela delação combinada. A se considerar, contudo, os exemplos de outros colegas delatores, a vida nababesca será o horizonte mais modesto.

A condenação da Dilma no TSE é uma peça jurídica pré-fabricada; é aquele tipo de julgamento em que é possível se conhecer o veredicto final de antemão, da mesma maneira que se é possível conhecer o sexo do feto nos meses iniciais da gestação, muito antes do parto.

Gilmar Mendes, presidente do TSE, é um tucano doentiamente obcecado na extinção do PT. Ele ainda não forçou a cassação final da chapa Dilma-Temer porque tem de fabricar, antes, uma "nova jurisprudência", que permita dividir o julgamento da chapa para condenar Dilma e inocentar Temer.

Dilma foi golpeada com o impeachment fraudulento por motivos diversos, menos por aqueles previstos na Constituição. Acusaram-na de ser "durona", uma pessoa "difícil", centralizadora; tecnocrática, inábil politicamente etc e, sobretudo, de ser a gestora implacável e intransigente com quaisquer práticas de corrupção, desvios e malfeitos que detonou o esquema de corrupção da camarilha do Cunha, Temer, Padilha, Geddel e Moreira Franco.

Neste sentido, tanto a acusação falsa à Dilma como a propagação da mentira pela Globo, é mais uma grave agressão ao Estado de Direito perpetrado pelo judiciário com a conivência da mídia.

Como a Presidente explicou em nota oficial, "As evidências demonstram que, pelos pagamentos declarados ao TSE pela campanha de Dilma Rousseff de 2014, João Santana e Mônica Moura foram os profissionais de marketing mais bem pagos na história das eleições no Brasil, recebendo nada menos que R$ 70 milhões" integralmente declarados na prestação de contas do TSE.

Ora, se esta montanha de dinheiro – R$ 70 milhões – foi quitada e registrada na prestação oficial de contas da campanha junto ao TSE, qual a razão para pagar o casal de marqueteiros "por meio de pagamentos não contabilizados"?


O julgamento sem fundamentos legais e constitucionais; baseado apenas em convicções, desejos e incriminações extraídas mediante tortura psicológica de delatores condenados, não é a expressão da justiça; mas tão somente a afirmação da ideologia doentia e fascista que encontra terreno fecundo no regime de exceção e da ditadura jurídico-midiática.



JEFERSON MIOLA. Integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea), foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial

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Nº 21.292 - "FUNCIONÁRIOS DA OAS DESMENTEM LÉO PINHEIRO SOBRE TRIPLEX SER DE LULA"

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25/04/2017


Funcionários da OAS desmentem Léo Pinheiro sobre triplex ser de Lula



Jornal GGN - 25/04/2017 - 07:20 ATUALIZADO EM 25/04/2017 - 10:24

Enquanto Léo Pinheiro afirma, como co-réu, que recebeu "orientação" para não vender o triplex porque ele seria de Lula, engenheira que acompanhou reforma disse que imóvel seria colocado à venda "para qualquer cliente"
 
 
Jornal GGN - Não é apenas a possibilidade de Léo Pinheiro, ex-OAS, ter combinado com o Ministério Público Federal o teor das acusações feitas diante do juiz Sergio Moro contra Lula, no processo do triplex, que torna o depoimento questionável. Outro ponto marginalizado pela grande mídia é o fato de que funcionários da OAS deram à Lava Jato informações que conflitam diretamente com o que Pinheiro expôs em meio a sua negociação por uma colaboração premiada.
 
Em setembro de 2016, o GGN mostrou [leia aqui] que pelo menos 7 testemunhas ouvidas pelos procuradores de Curitiba, no processo em que Lula é acusado de receber um triplex da OAS como pagamento de vantagem indevida, não conseguiram afirmar e tampouco apresentaram provas de que o ex-presidente seja o destinatário ou dono do imóvel. 
 
Três desses depoimentos foram dados por engenheiros e arquitetos da OAS Empreendimentos que acompanharam a reforma no triplex de perto. Inclusive, teriam presenciado as visitas que Marisa Letícia e Lula fizeram ao local.
 
GGN traça, a seguir, um paralelo entre o que foi dito por esses funcionários e a versão de Pinheiro sobre o caso, dada após mais de um ano de prisão.
 
DEPOIMENTO 1
 
Contextualizando: Pinheiro disse a Moro que, em meados de 2009, foi procurado por João Vaccari Neto, hoje ex-tesoureiro do PT, para falar de empreendimentos que a Bancoop iria transferir para a OAS após uma crise financeira. Entre os projetos da cooperativa estava um apartamento para a família de Lula no que viria a ser o Condomínio Solaris, no Guarujá, litoral de São Paulo.
 
Pinheiro disse que acertou com João Vaccari, anos depois, que o apartamento seria reformado para atender solicitações de Lula e Marisa Letícia, e o valor investido pela OAS seria descontado de um "caixa geral" que o grupo mantinha com o PT para pagamentos de propina e caixa 2 eleitoral.
 
O co-réu ainda disse que "foi orientado" a não colocar o apartamento à venda porque "pertenceria a Lula". Por outro lado, a engenheira Mariuza Aparecida Marques, responsável por fiscalizar a obra no triplex, disse à Lava Jato que o imóvel estava disponível para compra por "qualquer cliente".
 
No vídeo abaixo, por volta dos 13 minutos:
 
Procurador: De maneira objetiva, a senhora pode dizer se esse apartamento é de propriedade de Lula ou algum familiar?
 
Mariuza: Eu tenho acesso ao sistema da empresa para todos os clientes. Para mim, esse apartamento é da OAS Empreendimentos. Ele não aparece com outro nome. Então, para mim, o apartamento é da OAS.
 
Procurador: A senhora soube que com as melhorias que foram feitas, [o triplex] poderia ser destinado ao presidente?
 
Mariuza: Sim, era colocado como uma melhoria para ser vendido.
 
Procurador: Mas já direcionado a alguém?
 
Mariuza: Para qualquer cliente.
 
Procurador: Poderia ser um diretor da OAS?
 
Mariuza: Não que eu me recorde.



 
De fato, a OAS nunca entregou a chave do imóvel a ninguém. Inclusive, a defesa de Lula encontrou documentos que mostram que a unidade foi dada como garantia em pedidos de financiamento e, depois, no acordo de recuperação da OAS. 
 
DEPOIMENTO 2
 
Léo Pinheiro disse a Moro que os envolvidos diretamente na obra da reforma do triplex sabiam que a unidade seria destinada a Lula. 
 
Para atestar isso, se agarrou à tese da força-tarefa da Lava Jato: o imóvel era de Lula porque foi personalizado. E personalizações só ocorrem quando a compra foi garantida. Além disso, saiu no jornal O Globo que o triplex era de Lula em 2010. Logo, era "público e notório" que o imóvel era do petista.
 
O arquiteto da OAS Roberto Moreira Ferreira, que também acompanhou as visitas de Marisa e Lula ao triplex e ficou responsável pela reforma, negou que era de seu conhecimento que o imóvel já era do ex-presidente.
 
No vídeo abaixo, os investigadores aparecem perguntando se Lula tinha apartamento no Solaris, ao que Ferreira respondeu: "Não que eu tivesse conhecimento." 
 
Ferreira também sugeriu que a OAS Empreendimentos trabalhava na reforma como se estivesse criando um apartamento modelo.

 
DEPOIMENTO 3
 
Um dos funcionários da OAS apontado por vários entrevistados como parte do grupo que liderava a reforma no triplex é o engenheiro Igor Ramos Pontes. Este disse à força-tarefa que seu cliente no caso do apartamento no Guarujá era a OAS Incorporadora, mas colocou Lula como potencial comprador da unidade.
 
A partir dos 23’30’’  do vídeo abaixo:
 
Lava Jato: Quem pediu esse projeto específico foi seu chefe, Roberto Moreira. Ele informou para quem?
 
Engenheiro: Havia discussão de que o ex-presidente era, na prática, um possível comprador, finalizaria a questão dele com a Bacoop com a compra dessa unidade, e que para facilitar a venda, fariam como se fosse apartamento modelo, com algumas modificações. Para ver se incentivava.
 
Lava Jato: Então fizeram as mudanças para facilitar a venda ao ex-presidente?
 
Engenheiro: É possível que sim, não sei afirmar.
 
Pontes disse que orientou sua equipe técnica a não disseminar boatos sobre a propriedade de Lula após a mídia começar a sondar o apartamento. 
 
"Em outras unidades, a gente recebia o contato direto do cliente. Nesse apartamento especificamente, a unidade estava em nome da OAS Empreendimentos. Não tem cliente. Não tem morador, nunca morou ninguém lá. Toda a demanda que vinha era da OAS. Mas existem especulações, perguntavam se era do ex-presidente Lula ou não. Eu dizia [à minha equipe] que não temos nenhuma informação sobre isso. E, de fato, não temos."

 
Após duas horas de depoimento a Moro, Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula, confrontou Léo Pinheiro com a existência desses depoimentos de funcionários da OAS. "Mariuza disse que o apartamento triplex não foi jamais destinado a Lula", exemplificou.
 
Pinheiro sentiu que seu depoimento estava sendo colocado em xeque, e rebateu com tudo o que tinha: a cartilha do MPF.
 
"Primeiro, estou aqui falando a verdade de tudo que conheço. Segundo, é público, saiu na primeira página de jornal O Globo, em 2010 [que Lula tinha um triplex]. Terceiro, eu fui no apartamento com o presidente e sua família, duas vezes. Quarto, esse apartamento é personalizado. Ele é diferente de todos que estão ali. Eu não ia sair com isso para toda a empresa, para preservar o presidente."
 
"Com todo o respeito ao ex-presidente, mas o apartamento era personalizado, não é decorado. Ele foi feito para uma família morar. Se o ex-presidente não quisesse, teríamos um belo problema sobre o que fazer o apartamento porque ele é muito personalizado. O valor da reforma feita é excessivamente maior do que o apartamento. Isso é público e notório. Está nos autos."

Nº 21.292 - "No vai e vem do depoimento de Lula, Moro faz da Justiça instrumento de sua conveniência política. Por Carlos Fernandes"


25/04/2017


No vai e vem do depoimento de Lula, Moro faz da Justiça instrumento de sua conveniência política. Por Carlos Fernandes


Do Diário do Centro do Mundo  -  25 de abril de 2017




 Por Carlos Fernandes

O juiz Sérgio Moro avalia adiar o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava ato marcado para o próximo dia 3.

O motivo oficialmente alegado é algo que já poderia ser enquadrado em algum ponto entre a conveniência política e a artimanha jurídica propriamente dita.

A mudança, segundo o enredo armado, poderá ser realizada em função de pedidos protocolados tanto pela Secretaria de Segurança Pública do estado do Paraná quanto pela Polícia Federal que alegam, ambos, precisarem de mais tempo para garantirem a segurança do local.

Ainda segundo os argumentos apresentados, o feriado de 1º de maio dificultaria ainda mais o aparato da operação.

A “preocupação” dos agentes estaduais e federais estaria voltada para a mobilização dos milhares de brasileiros dispostos a “invadir” a capital paranaense em defesa de Lula e contra todas as arbitrariedades imagináveis já praticadas pelo comando da operação Lava Jato.

A cena em si já poderia ser considerada uma farsa escandalosa considerando-se apenas o discurso de que após meses de marcada a audiência, as autoridades competentes para promoverem a segurança simplesmente não tiveram tempo para se organizarem.

Mas, como diria William Shakespeare, há algo de podre no reino de Curitiba. A coisa é tão rebuscada que precisamos ir por partes.

Sobre as solicitações da SSP/PR e PF, seria apenas risível se não estivéssemos diante de um flagrante caso em que um juiz arroga para si as atribuições e responsabilidades por operações exclusivamente policiais.

Acreditar que essa história não possua uma providencial tabelinha entre Moro, a cúpula da PF e a Secretaria de Estado do Paraná em prol de um objetivo comum, é acreditar que a justiça brasileira é célere, justa e imparcial.

Tudo é, como a própria PF já nos explicou, uma questão de “timing”.

Dada a atual conjuntura, se tem algo que a Lava Jato não precisa nesse momento é que Lula, líder em todas as pesquisas e em todos os cenários, acabe transformando a república de Curitiba num enorme palco a seu favor onde milhares o ovacionam.

Para isso, nada mais conveniente que uma mudança no calendário às vésperas do grande dia. É o sistema judiciário reduzido a um agente político.

Mas alguém uma vez disse que no fundo do poço há sempre um alçapão. Como em política nada é por acaso, baixada a poeira de todo esse escarcéu, emerge a grande razão de ser de tudo isso.

Para vergonha e humilhação de toda uma operação que já consome anos, recursos financeiros e intermináveis horas de mídia direcionada, às portas do depoimento do grande alvo da Lava Jato, a conclusão de todos é que simplesmente não existem provas contra Lula.

Esmiuçada a “bombástica”delação de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, o que se garimpou foram comprovantes de pedágio de dois carros do Instituto Lula a caminho do Guarujá entre os anos de 2011 e 2013.

Baseado nessas “evidências”, o máximo que o poderoso exército de Moro poderia fazer é sugerir a Lula a adoção do sistema “Passe Rápido” para evitar filas.

Ao ponto e ao cabo, de tanto armar Moro agora se vê cercado pelas próprias armadilhas. Ou ele defere o pedido de adiamento e assume publicamente que precisa de mais tempo para encontrar provas minimamente decentes, ou indefere e vê seu sonho de decretar a prisão de Lula escapar por entre seus dedos.

Para ajudá-lo nessa terrível decisão, cabe relembrarmos um trecho do seu despacho quando indeferiu o adiamento do depoimento das testemunhas de defesa de Lula por ocasião da morte de dona Marisa Letícia.

Escreveu ele:

“Apesar de trágico e lamentável acontecimento, há diversas audiências já designadas, com dezenas de testemunhas, e para as quais foram realizadas dezenas de diligências por este Juízo e pelos diversos Juízos deprecados para a sua viabilização, como se verifica na pauta constante no termo do evento 372.


Agregue-se que tendo as testemunhas sido arroladas na resposta preliminar em 10/10/2016 (evento 85), é de se concluir a Defesa já teve suficiente (tempo) para se preparar previamente para as inquirições em questão”.

Ou seja, para Moro, a morte da mulher de Lula e toda a comoção que causou, apesar de “trágica e lamentável”, não apresentou razão suficiente para adiar os depoimentos sequer das testemunhas de defesa.

Na contramão, apesar do tempo “suficiente” que teve a SSP/PR e PF para se prepararem, um simples feriado pode ser o bastante para adiar o depoimento mais esperado de toda a investigação.

Pois é, acatar o pedido seria um escárnio, mas para um juiz que já não liga para a lei, seria pedir demais que ligasse para as aparências, sobretudo quando todas as instâncias superiores são igualmente ineptas.

E assim estamos, as sabor das preferências políticas de um juiz de primeira instância, ficamos no aguardo dos próximos movimentos das peças desse enorme xadrez político.

A propósito, a nova data do depoimento caso as petições sejam efetivamente acatadas – salvo nova necessidade política por parte do magistrado – é 10 de maio.



Carlos Fernandes. Economista com MBA na PUC-Rio, Carlos Fernandes trabalha na direção geral de uma das maiores instituições financeiras da América Latina

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Nº 21.291 - "Santo Alckmin tomou R$ 1,5 milhão da Odebrecht"

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25/04/2017

Santo Alckmin tomou R$ 1,5 milhão da Odebrecht

Água da Sabesp é mais suja que os rios que cortam São Paulo​


Conversa Afiada - publicado 25/04/2017


Selfie_Suica.jpg

Fabio Leite e Fabio Serapião, do Estadão, em estado comatoso, mostram que de Santo o Alckmin só tem o cunhado.
"Delator da Odebrecht indica (sic) propina (ou seja, roubo - PHA) em obra da Sabesp"
Foi um pagamento de R$ 1,5 milhão por conta de uma obra de R$ 226 milhões para tratar dos esgotos - da cloaca - no litoral de São Paulo.
O produto do roubo - encaminhado ao atual secretário de Planejamento (sic) Marcos Monteiro - era para a campanha de 2014.
Como se sabe, a Sabesp foi a agência de marketing que o Careca, então Governador (sic) de São Paulo, usou na campanha fracassada de 2010.
Então sob a iluminada presidência de Gesner de Oliveira, a Sabesp prometeu construir um cano que ia de São Paulo a Sergipe...
"Obras suspeitas (sic)", diz o Estadão, num ato de generosidade:
‣ Linha 2 do metrô;
‣ Linha 5 do metrô;
‣ Robanel Tungano;
‣ e Rodovia Carvalho Pinto.
Como se sabe, os tucanos foram capazes de roubar uma linha inteira do metrô!
Porém, ninguém rouba mais que o Carecao maior ladrão do Brasil.
Nem o que deve ter sido o maior de Pernambuco.
PHA
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Nº 21.290 - "Setores no Ceará começam a aderir à greve geral"


25/04/2017


Setores no Ceará começam a aderir à greve geral


Entre as categorias no Ceará que já deliberaram pela greve geral contra as reformas da Previdência e trabalhista estão professores das redes municipal, estadual e federal, motoristas e bancários. Ato na Capital será no Centro


Jornal O Povo - 01:30 | 25/04/2017

Movimentos sociais, partidos de oposição e sindicatos se unirão em greve geral contra reformas patrocinadas pelo governo Temer AURÉLIO ALVES/ESPECIAL PARA O POVO

Movimentos sociais, partidos de oposição e sindicatos se unirão em greve geral contra reformas patrocinadas pelo governo Temer AURÉLIO ALVES/ESPECIAL PARA O POVO

Greve geral convocada por centrais sindicais de todo o País, em ato na próxima sexta-feira, dia 28, contra as reformas da Previdência e Trabalhista, tem adesão de categorias na capital cearense. Segundo a Central Única dos Trabalhadores do Ceará (CUT-CE), além de sindicatos que já anunciaram paralisação, como de bancários e professores, outros devem definir posição ainda nesta semana. Para o deputado federal José Guimarães (PT), ex-líder do governo de Dilma Rousseff (PT), a greve geral “parará o País”

Em Fortaleza, ato terá concentração na Praça Clóvis Beviláquia, às 8 horas da sexta-feira, 28, e percorrerá o Centro durante a manhã. Membro da direção executiva da CUT-CE, Gardênia Baima afirma que são esperadas caravanas de toda a Capital, no ato que deve servir de “alerta” para que parlamentares “repensem seus votos, possam ter olhar para seus eleitores, que cobram posição de cada um dos deputados que elegeram”.

“É uma data histórica dos trabalhadores. Não há porque acordo com nenhuma flexibilização da legislação que já está em vigor. A CLT, os estatutos dos servidores, são conquistas. Não deve haver nenhum passo atrás nos direitos já conquistados. O que o governo de Michel Temer (PMDB) propõe é a retirada e o fim da aposentadoria solidária, que hoje garante o mínimo para os trabalhadores, seus dependentes”, complementa Gardênia.


Ela diz ainda que a CUT-CE acredita que “a resposta dos trabalhados vai ser mesmo de greve geral” e que comerciários devem se unir ao ato no Centro de Fortaleza com a movimentação da manifestação do dia 28.

José Guimarães classifica a PEC da reforma da Previdência como “um desastre” e vê traços de paralisação. “Os principais setores da economia, portuário, de transporte rodoviário e urbano, comércio... (todas as informações) são no sentido de que o Brasil vai parar”, argumenta.

Sindicatos

Ontem, Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Ceará (Sintro) anunciou que reunião na próxima quinta, 27, deve definir a forma de participação da categoria nas mobilizações. A adesão à greve já foi aprovada tanto pela categoria dos motoristas de transporte rodoviário interurbano quanto pela Federação Nacional dos Rodoviários.
De acordo com o Sindicato União dos Trabalhadores em Educação de Fortaleza (Sindiute), professores da rede municipal e estadual de educação também devem parar aulas no dia. Servidores de universidades federais também irão se juntar à paralisação.

O Sindicato dos Bancários do Ceará deliberou em assembleia, na última quarta-feira, 19, participação da categoria nas mobilizações de greve. De acordo com o presidente Carlos Bezerra, 134 bancos no Estado, em mais de 600 agências, devem parar serviços durante a greve geral. (Colaborou Carlos Mazza)

Saiba mais

Distantes desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, nove centrais sindicais voltaram a se aproximar e reuniram-se ontem para organizar a paralisação geral em todo o País. Em São Paulo, ônibus e trens do metrô devem parar por 24 horas. A greve deve ter adesão de parte do setor privado, como dezenas de escolas particulares.

A paralisação dos transportes na maior cidade do país é a principal aposta dos sindicalistas para intensificar o impacto da greve geral. O presidente do sindicato dos motoristas de São Paulo, José Valdevan de Jesus Santos, o Noventa, afirmou que os ônibus não sairão das garagens durante toda a sexta-feira. O Sindicato dos Metroviários afirmou que os trens do metrô também ficarão fora de circulação por 24 horas.

A última greve geral, segundo a CUT Nacional, aconteceu em 1996, durante o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A maior, entretanto, aconteceu entre entre os dias 14 e 15 de março de 1989, onde, segundo centrais sindicais, 70% da população teria paralisado atividades. O comando unificado da greve avaliou em US$ 1,6 bilhão o prejuízo causado pela paralisação nos dois dias, em valores da época. Naquele ano, a economia sofria com inflação acumulada ficou em 1.782,9%, a maior taxa já registrada na história do País.


DANIEL DUARTE

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Nº 21.289 - "Previdência: Como a reforma de Temer esmaga os trabalhadores rurais pobres; 13 anos a mais para as mulheres!"

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24/04/2017


Previdência: Como a reforma de Temer esmaga os trabalhadores rurais pobres; 13 anos a mais para as mulheres!


Do Viomundo - 24 de abril de 2017 às 20h49

    
The deaths are the outcome of the exhaustion caused by excessive work required by a production payment system.


O Pouco que Mudou, Nada Mudou
O andamento da Previdência Rural na Câmara dos Deputados

por Frei Sérgio Antônio Görgen

O relator da Proposta de Emenda Constitucional sobre a Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, deputado Artur Maia, do PPS/Bahia, apresentou seu relatório para debate na Comissão Especial.

Analiso aqui as questões referentes à Previdência Social Rural.

O relator fez uma jogada esperta para diminuir as resistências dos deputados da base do governo que estão sendo pressionados em suas bases pelo interiorzão Brasil afora.

Fez aparentes recuos, que podem enganar, numa análise superficial: manter 60 anos para os homens e aumentar para 57 anos para as mulheres a idade mínima para aposentadoria; manter a pensão por viuvez para quem recebe menos que 2 salários mínimos.

Não mudou o mais grave e o principal: mantém a contribuição em dinheiro, mensal, para cada membro da família, pelo tempo mínimo de 180 meses, 15 anos. A proposta inicial do governo Temer era de 25 anos.

O tempo importa, mas o mais grave é a forma: pagamento mensal. É isto que excluirá da Previdência a esmagadora maioria da população camponesa pobre do país.

Além da baixa monetização da economia camponesa (circula pouco dinheiro), grande parte da produção é sazonal, de época. E nos períodos de estiagem e outras intempéries, ou de baixos preços, não terão como contribuir com a Previdência de modo regular.

E aí os 180 meses vão se prolongar por infinitos anos e não serão alcançados.

Sobrará a Aposentadoria por Idade (Benefício de Prestação Continuada) que o relator esticou de 65 anos como é hoje, para 68 anos (a proposta Temer é de 70 anos).

Na prática, a aposentadoria que restará para as maiorias pobres do campo será aos 68 anos, 8 anos a mais para homens e 13 anos a mais para as mulheres.

O valor da contribuição será estabelecido em lei que o Governo fará após aprovada a reforma e não o fazendo em dois anos, será de 5% do salário mínimo para cada membro da família.

Para os trabalhadores rurais, os que trabalham de empregados nas fazendas, no corte da cana, de mato, na colheita do café, maçã, frutas, cacau, algodão, tratoristas, colheitadeiras, plantio, etc, terão que contribuir por 300 meses, ou seja, 25 anos.

Cada mês que falhar, os anos se espicham. Como poucos trabalham com carteira assinada o ano todo, alcançar os 300 meses de contribuição para se aposentar será um verdadeiro calvário.

Porém, o pior disto tudo é a quebra da garantia constitucional de um direito conquistado a duras penas: reconhecimento do regime de economia familiar, a inclusão na seguridade social com a contribuição indireta através da produção (FUNRURAL, COFINS, CSLL) e a comprovação através da atividade na produção rural. Estas garantias continuam destroçadas no relatório do Artur Maia.

O que isto significa?

A partir desta aprovação, se por desgraça houver, qualquer lei com maioria simples na Câmara e no Senado poderá aumentar a idade, aumentar o tempo de contribuição, aumentar o valor da contribuição.

Os princípios básicos e as garantias constitucionais caem. E é isto que não podemos aceitar, este é o núcleo duro de nossa luta.

Na verdade, na prática, o relatório do Artur Maia é tão perverso como o Projeto Temer: empurra a esmagadora maioria das famílias agricultoras e trabalhadoras rurais para se aposentar aos 68 anos e sem as garantias da Constituição.

Por isto, a Luta é o caminho. Derrotar por inteiro este projeto.

Dia 28 de abril, todos nas ruas e na semana de votação, Jejum Cívico.

Quem alimenta o Brasil exige respeito.


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PITACO DO ContrapontoPIG

As reformas demonstram  insensibilidade, crueldade e perversidade para com os rurículas brasileiros. É desumana e INACEITÁVEL.

Tem razão o Frei Sérgio Antônio: "... a Luta é o caminho. Derrotar por inteiro este projeto.( ) Quem alimenta o Brasil merece respeito."

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Nº 21.288 - "Impopularidade de Temer no Congresso e nas ruas"

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24/04/2017


Impopularidade de Temer no Congresso e nas ruas



Jornal GGN - 24/04/2017


Manifestação em São Bernardo do Campo, no dia 15 de março - Foto: Adonis Guerra/SMABC
 

Jornal GGN - Se as reivindicações contra o governo de Michel Temer se intensificam a cada dia, o reflexo da insatisfação popular no Congresso também deixa registros. Desde o fim do último ano, a aprovação das medidas políticas como saídas econômicas vem caindo, com uma porcentagem de menos 12 pontos desde julho de 2016 até abril deste ano.
 
A informação foi contabilizada pelo Basômetro, do Estadão, fazendo um balanço das votações nominais realizadas na Câmara, em comparação com as orientações formais do governo. O ápice da modificação visível nos apoios ocorre em paralelo à tentativa das aprovações das reformas previdenciária e trabalhista.
 
Se nas primeiras vinte votações colocadas em pauta pelo Planalto, 92% dos parlamentares seguiram a orientação de Temer, nas últimas vinte, foram apenas 68% dos deputados. Dessa forma, a falha na principal estratégia para condução do governo - a extensão da governabilidade do peemedebista na Câmara e no Senado - mostra uma real crise política.
 
Os próprios peemedebistas e base aliada admitem a instabilidade. Se a postura recente do líder do governo no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já mostrou a insatisfação desde o início do ano, na Câmara, o vice-líder Darcísio Perondi (PMDB-RS) também revela a origem da queda no apoio.
 
Segundo o deputado, o apoio ficou mais difícil quando o governo Temer exigiu compromissos que reformas impopulares, tanto nos eleitores, quanto nos próprios parlamentares. "As propostas ficaram mais duras e mais transformadoras. Precisa de mais entendimento (por parte dos parlamentares). Não é fácil isso", disse.
 
Já o líder da minoria na Casa, o deputado José Guimarães (PT-GE), defende que o erro esteja na falta de diálogo e aprofundamento da crise política, associada à falta de perspectivas dos parlamentares para 2018. "Nunca um governo teve um nível de aprovação tão baixo como o Temer. É um governo que não tem quem defenda. Como o deputado vai defender?", questionou.
 
Se a crise de governabilidade da gestão Temer chega a seu maior patamar, entre a população a rejeição permanece alta. Se os últimos dados de levantamento, em março, já mostravam os 89% de rejeição nas redes sociais, e na última semana a Vox Populi mostrava um índice de 5% de aprovação do governo, as reformas são evidentemente o que mais concentra baixas para a imagem do mandatário.
 
O levantamento encomendado pela CUT, feito pela Vox Populi, mostrou que 93% dos entrevistados são contra o aumento da idade mínima da aposentadora e 80% reprovam a Lei de Terceirização.
 
É nessa insatisfação massiva que a grande greve anunciada para esta sexta-feira (28) deve impactar ainda mais o Planalto e alertar Michel Temer das reivindicações. Espera-se uma grande adesão à greve geral, que traz como principal pauta a negativa à reforma da Previdência e as mudanças na legislação trabalhistas.
 
Convocadas por movimentos sociais e sindicatos, as manifestações ocorrem entre diferentes categorias de todos os Estados da Federação. O objetivo é paralisar o país.

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