segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Nº 22.547 - "Governantes criminosos e desobediência civil"



23/10/2017


Governantes criminosos e desobediência civil


Brasil 247 - 23 de Outubro de 2017

Alan Santos/PR
........................Alan Santos/PR


por Aldo Fornazieri

Aldo FornazieriA existência do governo Temer, por si só, expressava a morte moral do Brasil. Temer não tem nenhuma dignidade política e pessoal, não tem nenhum senso de honra, de dever, de responsabilidade. Conduz o país a um processo contra-civilizatório, degradando direitos, investindo contra a educação, a saúde, o meio ambiente, a ciência e tecnologia, a cultura, a soberania, a moralidade e a dignidade nacional. Agora se apresenta com a face infame de escravocrata. Não tem o menor respeito pela dignidade das pessoas e nenhum sentimento de culpa ou de arrependimento. Se os tivesse, ou renunciaria pedindo desculpa ao povo brasileiro ou se suicidaria.

Se o Brasil já estava moralmente morto, nas duas últimas semanas, o Supremo Tribunal Federal e o Senado decidiram realizar as exéquias desse corpo mal-cheiroso e o fizeram com danças macabras e palavras invocativas do mal, amaldiçoando o povo e brindando o triunfo da legalização da existência de governantes criminosos nas três esferas do poder. O féretro não levou o morto para os Campos Elíseos, mas para o Tártaro. O Brasil poderá ficar neste lugar desgraçadamente terrível por muito tempo, nas profundezas úmidas, frias e escuras, para penar os crimes de seus governantes e a falta de dignidade e coragem do seu povo. Neste lugar tenebroso, há uma lápide com a seguinte inscrição: "Tucano algum jamais será punido".

O Brasil só poderá ser resgatado das profundezas se algum dia o povo julgar a si mesmo, guiado por líderes corajosos. Neste juízo, o povo terá que descobrir que pode confiar apenas nas suas lutas, que é preciso ter coragem e virtudes e que a indignação precisa ser libertada do seu momento subjetivo para tornar-se fúria real, devastadora se for preciso, pois somente os povos que tiveram momentos de fúria contra as indignidades, as injustiças, as misérias, as desigualdades e as humilhações foram capazes de criar as fortalezas da coragem em suas almas, sempre dispostas a marchar para o combate quando os direitos são negados ou ameaçados.

Nos campos devastados do Brasil moralmente morto as pessoas estão muito estranhas. Estão indignadas subjetivamente, passivas, sentindo-se desmoralizadas e desmobilizadas. Estão como que aguardando um acontecimento do destino ou um patrocínio dos deuses para tirá-las desse torpor. Estão solitárias em meio a uma multidão na qual todos são estranhos entre si. As pessoas sentem frio na alma, se vêem derrotadas pela história, esvaziadas de esperanças, enfraquecidas na fé. Estão como que a aguardar um Ciro, o Grande, para que as libertem do cativeiro, não da Babilônia, mas de si mesmas, da sua própria apatia, da sua imobilidade.

Sim, porque os povos, em toda a história, sempre precisaram de líderes para que os conduzissem. E o que se vê hoje são partidos e sindicatos progressistas e de esquerda semimortos, prostrados, acovardados, desorientados, sem tática e sem estratégia. Quem poderia ser o Ciro libertador? Lula? O próprio Ciro, o Gomes? Haddad? Boulos? Talvez Lula seja a única esperança, a esperança possível. Tire-se Lula da frente e pouco sobrará dos semivivos e semimortos. Não nos iludamos. A luta será feroz e quem não estiver preparado sucumbirá.

Luta e desobediência civil

É preciso sair da letargia enquanto há tempo. É preciso sair do frio enregelante da solidão e da internet para encontros calorosos, criando círculos de debates e de lutas, grupos, movimentos. A militância precisa romper nas bases a passividade e desorientação das direções partidárias. Contra o burocratismo, os interesses mesquinhos e o exclusivismo das cúpulas, é preciso construir uma unidade militante nas lutas, mesmo que não se tenha a perspectiva de um candidato presidencial único. A história dos progressistas e democratas só se tornará edificante no Brasil se a síndrome de Caim e Abel das esquerdas for derrotada.

É preciso transformar a indignação em ação para dizer com ela que não se aceita esse processo anti-civilizatório, anti-social, anti-cultural, anti-nacional e escravocrata que esse governo, o STF e o Congresso estão impondo ao povo brasileiro. Não é  possível obedecer essas instituições que fizeram da Constituição e das leis letra morta para fazer valer a vontade arbitrária de interesses conspiradores.

A desobediência civil é um direito consagrado nas democracias para enfrentar leis injustas e inatuais e para desobedecer autoridades arbitrárias e corruptas. Direito defendido por pensadores e ativistas como John Locke, Thoureau, Gandhi, Luther King, Hannah Arendt. Direito abrigado nas Constituições americana e alemã.

Não se pode obedecer a um STF casuístico, que abre mão dos seus deveres constitucionais para entregá-los a antros corrompidos como a Câmara e o Senado. Não se pode obedecer a um STF de um Gilmar Mendes, que é estafeta de Aécio e conselheiro noturno de Temer. Não se pode obedecer ao governo ilegítimo de Temer. Não se pode respeitar as determinações políticas e arbitrárias de um juiz Moro, alegre conviva de Aécio e de Temer, dois quadrilheiros, segundo as investigações.

Moro instrumentalizou a Lava Jato para fins políticos, cometendo uma série de arbitrariedades e ilegalidades persecutórias para favorecer seus amigos do PSDB. Não se pode respeitar uma operação cujo objetivo principal foi tirar uma presidente eleita para colocar uma quadrilha no governo e, cujo desfecho, consiste em inviabilizar a candidatura Lula, salvando Aécio, Temer, Jucá e tantos outros.

Sem lei e com a Constituição rasgada, o Brasil está entregue à violência, ao desmando, ao crime organizado que se instalou nos altos poderes da República. Não se pode aceitar que estas autoridades, que trilham as sendas da ilegalidade e do crime, punam arbitrariamente uns e salvem os maiores corruptos do país. O Brasil vive um estado de ilegalidade geral e de arbítrios seletivos. É preciso enfrentar com destemor os desmandos das autoridades, no Congresso, nos tribunais e nas ruas.

A desobediência civil se justifica porque o STF, o Congresso e o Executivo violaram a Constituição e porque todos esses poderes estão sob suspeita de serem instrumentos de conspirações noturnas, urdidas em visitas furtivas, em encontros ardilosos em porões escusos. Não se pode aceitar que esses poderes com a credibilidade e a legitimidade comprometidas decidam que Lula não pode ser candidato. Este é o ponto que em breve definirá se o Brasil poderá ou não ser resgatado das profundezas terríveis do Tártaro. Este é o ponto que definirá se as esquerdas, os democratas e os progressistas serão vistos pela história como pessoas corajosas e dignas ou se serão lembradas nos memoriais da vergonha e da covardia.



Aldo Fornazieri - Professor da Escola de Sociologia e Política (FESPSP).
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Nº 22.546 - "JOSÉ DIRCEU, EXCLUSIVO PARA O 247: O QUE QUEREM OS MILITARES?"


23/10/2017



JOSÉ DIRCEU, EXCLUSIVO PARA O 247: O QUE QUEREM OS MILITARES?



Do Brasil 24723 DE OUTUBRO DE 2017 ÀS 16:37


Reuters | ABr

Nº 22.545 - "Silvio Costa: Temer acaba com o Brasil para se salvar"


23/10/2017


Silvio Costa: Temer acaba com o Brasil para se salvar


Presidente ladrão confessa a sua culpa


Do Conversa Afiada - 23/10/2017




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Nº 22.544 - "Lula, ao vivo, direto de Ipatinga"

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23/10/2017

Lula, ao vivo, direto de Ipatinga


POR  ·
Assista ao início da Caravana de Lula por Minas Gerais, em Ipatinga, principal cidade do Vale do Aço. Daqeui a instantes, o ex-presidente fala à multidão. Os próximos eventos você asiste aqui
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Nº 22.543 - "Entrevista de Lula ao jornal El Mundo"



13/10/2017


Entrevista de Lula ao jornal El Mundo



Jornal GGN - SEG, 23/10/2017 - 16:38ATUALIZADO EM 23/10/2017 - 17:16


Paulo Fehlauer/El Mundo
Jornal GGN - Uma entrevista traduzida do El Mundo por alguns órgãos de imprensa causam mal estar, não pelo teor, mas pelo desvio proposital do tema. O ex-presidente Lula concedeu a entrevista, foi publicada, e as traduções distorceram algumas declarações. O Instituto Lula fez a tradução, para provar que as declarações são bem outras das alardeadas. Leia a entrevista, na íntegra, a seguir.
do Instituto Lula
Texto publicado originalmente no jornal espanhol El Mundo  de 22 de outubro de 2017
Clique aqui para ler a matéria original em espanhol
CANDIDATO EM 2018: "Aos 72 anos, quero voltar a ser presidente para mostrar ao mundo que o Brasil pode funcionar"
CORRUPÇÃO: "O julgamento ao qual estou submetido é uma farsa. Nem a Policía Federal nem o  Ministério Público encontraram provas"
VENEZUELA: "Não entendo por que a Europa se preocupa tanto com Nicolás Maduro. Ele foi eleito democraticamente"
CATALUNHA: "Entendo perfeitamente que o nacionalismo catalão tem uma longa história, mas eu prefiro uma Espanha unida"
FELIPE VI: "Em uma situação de tensão como a que se está vivendo na Catalunha, o rei não deveria tomar partido, mas sim mediar"
DONALD TRUMP: "Não é possível governar o mundo pelo Twitter. Me surpreende que ele fale de tudo em um país como os Estados Unidos"
Por Agnese Marra
Para El Mundo
Ele olha nos olhos, sorri e bate na mesa ao dizer que o Brasil tem uma solução. O "presidente mais popular do planeta", segundo Obama, enfrenta o peso de um passado de glórias, um presente de acusações e um futuro com dois objetivos: voltar a governar e provar sua inocência.
P - Quando o senhor deixou a Presidência, em 2010, o Brasil estava em pleno crescimento, 32 milhões de pessoas pobres subiram de classe, a Petrobras era um dos motores econômicos. O que aconteceu para o país dar esse giro de 180 graus?
R - 
O que aconteceu é que jogamos no lixo a palavra mágica: credibilidade. Um conceito válido para a família, para o bairro, para o time de futebol. Quando um governante fala e as pessoas não acreditam, nada acontece.
P - Quando essa credibilidade foi perdida?
R - 
Até 2013, o país cresceu, teve pleno emprego, manteve políticas sociais, preparou a Copa do Mundo, os Jogos Olímpicos, mas em junho vieram aquelas manifestações que eram como 15M Espanha ou uma espécie de Primavera Árabe Brasileira.
P - Desde então, sociólogos e cientistas políticos analisam junho de 2013. Você entendeu?
R - 
Eu confesso que ainda não sei como interpretar o que aconteceu, porque naquele momento a presidenta Dilma tinha uma popularidade de 75%. Aconteceram coisas que escaparam ao nosso controle, como a manipulação que os meios de comunicação fizeram com essas mobilizações. As televisões convocavam as manifestações, chegaram a parar a telenovela da noite para mostrar as pessoas na rua. Ao longo da história das manifestações no Brasil, a mídia nunca se comportou dessa maneira.
P - As pessoas reivindicavam melhor educação, mais investimento em hospitais e menos despesas nos mega-eventos...
R - 
Educação e saúde viviam um de seus melhores momentos. E é claro que as pessoas têm o direito de exigir mais, mas a situação atual é muito pior e ninguém sai às ruas para protestar, porque a mídia não incita.
P - Mas se reconhecem os erros cometidos pelo governo de Dilma Rousseff?
R -
 Sim, é claro que nós falhamos. Nosso maior erro foi exagerar nas políticas de exoneração às grandes empresas. O Estado deixou de arrecadar para devolver aos empresários e em 2014 saía mais dinheiro do que entrava. Entre 2011 e 2014, se desonerou R$ 428 bilhões de reais (114 bilhões de euros) e quando Dilma tentou acabar com este auxílio, o Senado não o permitiu. O segundo erro ocorreu quando a presidenta anunciou o ajuste fiscal e traiu [*veja correção no pé dessa matéria]. o eleitorado que a elegeu em 2014, a quem havíamos prometido manter os gastos. Dessa forma, começamos a perder credibilidade. O ano de 2015 foi muito semelhante ao de 1999, quando Fernando Henrique Cardoso teve uma popularidade de 8% e o país quebrou três vezes. Mas naquela ocasião, o presidente da Câmara era Michel Temer, e ele sim, ajudou a governar. Nós tínhamos Eduardo Cunha, que se encarregou de rejeitar todas as reformas que a Dilma propunha. Foi ele quem levou adiante um impeachment ilegítimo. Nós tínhamos o inimigo dentro de casa.
P - Você se arrepende de não ter concorrido em 2014?
R -
 Não me arrependo porque, em primeiro lugar, sou leal à democracia e a Dilma Rousseff. Ela era a mandatária e tinha o direito de ser reeleita. Mas eu pensei nisso muitas vezes e eu sei que a Dilma também. O que acontece é que eu não sou o tipo de pessoa que se lamenta, é preciso olhar pra frente e quero voltar a ser presidente para mostrar ao mundo que o Brasil pode funcionar.
P - Como o futuro candidato do PT nas eleições de 2018. Qual é sua fórmula para recuperar o país?
R -
 O Brasil precisa voltar a ser governado para a maioria em mente e não para uns poucos, então a primeira coisa que eu pretendo propor é um referendo revogatório sobre muitas das medidas aprovadas por Michel Temer. É criminoso ter uma lei que limite a possibilidade de investimento do Estado por 20 anos. No Brasil ainda faltam coisas básicas como saneamento, tratamento de água e habitação. Temos um potencial de investimento em infra-estrutura que pode resolver boa parte da geração de empregos e recuperar a economia. O Brasil não depende dos EUA ou da China, mas de suas próprias decisões. Quando os pobres retornarem ao orçamento do Estado, o país vai crescer novamente e recuperar a confiança internacional. O capital é covarde e só virá quando souber que pode ganhar.
P - A reação dos mercados ao governo Temer foi mais positiva do que com os últimos anos de Rousseff.
R -
 Claro, eles pretendem privatizar o país. Basta ver o que eles querem fazer com a Petrobras. O Pré-Sal era nosso passaporte para o futuro, se eles vendem isso, nos deixam sem soberania. É uma pena que eles destruam assim nossa empresa.
P - Para muitos, o que destruiu a Petrobras foi a corrupção e os desvios milionários de dinheiro que foram feitos através da empresa petrolífera.
R -
 Digamos que tenha sido assim. Que prendam todos os corruptos, mas que não quebrem a empresa e acabem com o trabalho de milhares de pessoas.
P - O senhor pretende concorrer às eleições de 2018 mas tem uma condenação em primeira instância de nove anos e seis meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva relacionada ao escândalo da Petrobras.
R -
 Eu quero concorrer aos meus 72 anos, porque há muitas pessoas que sabem como governar, mas não há quem saiba cuidar das pessoas mais necessitadas como eu. Eu conheço suas entranhas, como eles vivem, o que eles precisam. Se eles pensavam que uma condenação ia me tirar a ideia de ser candidato, eles conseguiram o efeito contrário. O julgamento ao qual estou sujeito é uma farsa. Nem a Polícia Federal nem o Ministério Público encontraram uma única prova para me acusar, razão pela qual eu digo que a decisão do juiz Sérgio Moro é eminentemente política. Numa primeira decisão julgamento, diziam que tinha um apartamento na praia no qual havia dinheiro da Petrobras. Quando entramos com um recurso, o mesmo juiz que me condenou então disse que nunca havia dito que o apartamento era meu e que havia dinheiro da Petrobras. Então, se não é meu, não há dinheiro da Petrobras, por que eles me condenam? A única resposta que tenho é que eles fazem isso porque são reféns da imprensa. Hoje, no Brasil, a mídia tem mais poder do que o Ministério Público e, pela primeira vez, um juiz se comporta de acordo com a opinião pública. Eles encontraram dinheiro na casa de Aécio Neves, do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do ex-ministro Geddel Vieira Lima, mas na minha casa, nada. Eles foram checando contas em bancos de todo o mundo para encontrar algum desvio de dinheiro, e nada. Mas de manhã, tarde e noite a imprensa me destrói e se recusa a publicar que não há provas contra mim.
P - No entanto, aquele que foi seu braço direito, Antonio Palocci, há algumas semanas disse ao juiz Moro que você fez um pacto de sangue com a Odebrecht, uma das principais empresas de construção acusadas de desviar dinheiro da Petrobras.
R -
 A única verdade que Palocci disse é que ele queria o benefício da lei. Uma acusação como esta, sob pressão, com o declarante preso, não pode ser aceita pelas instâncias superiores de Justiça. Você não pode prender um cidadão por três anos e oferecer a ele liberdade ou redução de pena em troca de você dizer algo que você não sabe. Vários advogados me disseram que o Ministério Público diz a seus clientes que a acusação só é válida se eles tiverem algo contra Lula. Primeiro, me julgaram um apartamento que não é meu e me condenaram. Agora, sou julgado por um terreno do Instituto Lula que também não é meu, depois, vai ser por um sítio tampouco é meu, depois, pelas obras do estádio do Corinthians... Então todos os dias eles inventam algo, mas eu sigo liderando as pesquisas eleitorais. As pessoas confiam em mim porque sabem quem eu sou e o que eu fiz por eles. Tenho respaldo minha honra e minha honestidade, e aos 72 já não tenho o direito de ficar nervoso. Eles fazem o jogo deles e eu faço o meu. Eles me acusam pela imprensa e eu me defendo com o povo. É uma pena o que eles estão fazendo comigo e com a minha família. Todo esse processo acelerou a morte da minha esposa. A casa dos meus filhos é invadida pela polícia e eles não acham nada, mas ninguém pede desculpas.
P - Você se sente mais perto do populismo latino-americano ou da social-democracia europeia?
R -
 Respeito a social-democracia europeia, são o exemplo de Estado de bem-estar social, de defesa dos direitos dos trabalhadores, mas no Brasil, construímos um Estado da nossa maneira, nem melhor nem pior. Isso de populismos latino-americanos em parece uma bobagem. O que significa ser populista? Falar a linguagem do povo e defendê-lo? Nunca me considerei um populista, mas sim um presidente extremamente popular.
P - O Partido dos Trabalhadores disse que apoiava incondicionalmente o governo de Maduro, mas você ficou quieto.
R - 
Eu não dou nenhum apoio incondicional. Há muitas coisas do Maduro com as quais eu não concordo, como também acontece com presidentes de outros países. Eu defendo para a Venezuela o mesmo que para o Brasil, que administre seus assuntos sem ingerência externa. Não entendo por que a Europa está tão preocupada com Maduro, ao fim e ao cabo ele foi eleito democraticamente e os venezuelanos terão de resolver seus problemas entre eles.
P - E o que me diz do Trump?
R -
 Sou muito cuidadoso na hora de analisar as pessoas. Posso dizer que me surpreende que o presidente de um país do tamanho e da importância dos Estados Unidos se ponha a falar de tudo. Há coisas que quem deve dizer é um funcionário do estado deve dizer, um secretário, talvez seja porque ele acabou de chegar e ainda tem coisas a aprender. Mas você não pode governar o mundo pelo Twitter.
P - Qual sua opinião sobre a situação na Catalunha?
R - 
Como deve acontecer com vocês, a primeira coisa que vem à mente é dizer como é complicado falar sobre esse assunto. Normalmente, as teses separatistas acontecem nas regiões mais ricas, os pobres nunca querem se separar [ri]. Compreendo perfeitamente que o nacionalismo catalão tem uma longa história, mas prefiro uma Espanha unida. E talvez eu  me atrevesse a dar apenas um conselho ao Rei, a quem eu conheço e por quem tenho muito carinho: em uma situação de tensão como a que vocês estão vivendo, ele não deveria tomar partido, seu papel é ser um mediador. É um papel mais simpático e o que corresponde a um rei.
P - Na semana passada, o senhor disse que Lula era mais do que uma pessoa, era uma imagem assumida por milhões de pessoas. O que o senhor queria dizer?
R - 
O que eu queria dizer é que além da minha pessoa, Lula é uma idéia de que os pobres podem ter acesso a um bom trabalho, um salário digno, a entrar na universidade. Eu sempre digo que o melhor efeito do meu governo não foram as obras que fiz, mas sim fazer o povo descobrir que poderia ser sujeito da História.
P - Se o senhor for condenado em segunda instância e não puder se candidatar nas eleições, o PT tem alguma chance sem Lula da Silva?
R -
 Espero poder me candidatar, mas ninguém é essencial. Existem milhares de Lulas.

* Correção: Lula não disse a palavra publicada pelo jornal espanhol. Perguntado se o povo havia se sentido traído, ele afirma: "As pessoas se sentiram traídas, porque não era aquilo que a gente tinha prometido durante a campanha". Afirmação bem diferente da publicada pelo jornal espanhol e reproduzida pela Folha de S.Paulo e UOL. Ouça o trecho da entrevista aqui: 

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Nº 22.542 - "Época divulga lista da JBS com R$ 1 milhão para Michel Temer"


23/10/2017

Época divulga lista da JBS com R$ 1 milhão para Michel Temer



 Do Tijolaço - 23/10/2017

epocajbs


por FERNANDO BRITO


A guerra é sem quartel.

Na véspera da provável decisão da Câmara, a Época recebe o vazamento de uma lista com 64 nomes de políticos que teriam recebido contribuições não declaradas na campanha eleitoral de 2014.

E entre eles, Michel Temer, com a quantia de R$  milhão, entregues no dia dia 2 de setembro de 2014 recebeu o “crédito” de R$ 1 milhão, segundo as anotações.

A data é compatível com a citada pelo delator Ricardo Saud e com a que o ex-assessor de Temer diz ter sido a época em que o Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, pediu que José Yunes, compadre de Temer, recebesse um pacote do doleiro Lúcio Funaro.

A revelação esquenta o clima meio morno da provável absolvição de Temer.

Mas não deve mudar o quadro de uma vitória magra do governismo.

Por enquanto, a única coisa totalmente provada é o “timing” do vazamento: a notícia certa, na hora certa, na revista certa: porque a Época (e a Globo) estão carneando Michel Temer desde que veio à tona a gravação de Joesley e chegou a anunciar sua renúncia


PS :No trecho da planilha publicado pela Época aparecem vários deputados federais e senadores. Registro que aparece o nome de Brizola Neto entre eles. Em maio na delação de Ricardo Saud o lobista disse teria pago ao assessor Luiz Fernando Emediato  por favores e que foi apresentado “ao então ministro do Trabalho Brizola Neto (PDT), mas afirmou que o então titular da pasta não tinha conhecimento do pagamento”, segundo a Folha. Emediato nega e diz que só recebeu da JBS por serviços de assessoria jornalística e diz ter documentos para prová-lo.

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Nº 22.541 - "ONU acusa Temer de demolir legislação sobre trabalho escravo que se tornou referência mundial "

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23/10/2017 

ONU acusa Temer de demolir legislação sobre trabalho escravo que se tornou referência mundial



Do Viomundo   - 21 de outubro de 2017 às 12h54

  

do site da ONU Brasil

O Sistema ONU no Brasil vê com profunda preocupação a recente portaria do Ministério do Trabalho e Emprego que altera a definição conceitual de trabalho escravo para fins de fiscalização e resgate de trabalhadores e trabalhadoras, que tende a dificultar as ações de combate a este mal.

Para a ONU, as formas contemporâneas de escravidão incluem trabalho forçado, servidão doméstica, formas servis de casamento e escravidão sexual.

São situações das quais as vítimas não são capazes de se desvencilhar da situação de forma voluntária, digna e segura. São condições inaceitáveis, que ferem todos os princípios dos direitos humanos e humilham milhares de vítimas em todo o mundo.

A ONU reconhece o alinhamento do conceito brasileiro de trabalho escravo, definido no artigo 149 do Código Penal, às normas internacionais, conforme já mencionado em nota de posicionamento da Equipe da ONU no Brasil em relação ao assunto, publicada em 2016.

Igualmente recomenda que eventuais alterações nessa definição envolvam debates mais amplos e profundos junto a todos os segmentos interessados, a exemplo do que já ocorre no âmbito do Comitê Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (CONATRAE).

Em 2016, mais de 40 milhões de pessoas foram vítimas da escravidão moderna no mundo inteiro, segundo pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Fundação Walk Free, em parceria com a Organização Internacional para Migrações (OIM).

O Brasil não é imune ao problema.

A exploração de trabalhadores e trabalhadoras atinge as pessoas mais pobres, as mais vulneráveis e as mais marginalizadas: mulheres, migrantes, crianças, afrodescendentes, povos indígenas, pessoas com deficiência, entre outros grupos.

O medo, o desconhecimento sobre os direitos básicos das pessoas, a submissão física ou psicológica ao empregador e a necessidade de sobrevivência muitas vezes impedem que as vítimas do trabalho escravo denunciem abusos.

No Brasil, muitos casos ocorrem de forma velada, como o trabalho escravo em fazendas, fábricas e domicílios. Somente com uma legislação precisa e fiscalização eficaz é possível enfrentar com determinação esta ameaça.

Nas últimas décadas, o Brasil construiu essa legislação e executou políticas públicas de combate ao trabalho escravo que se tornaram referência mundial, mas que agora estão sujeitas a alterações pela nova portaria.

O Sistema ONU no Brasil reafirma o compromisso de erradicar todas as formas de trabalho análogo à escravidão, prestando assistência técnica e mantendo e promovendo o diálogo com o objetivo de garantir a dignidade e a proteção de todas as pessoas.


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domingo, 22 de outubro de 2017

Nº 22.540 - "CIRO: SE PRIVATIZAR A ELETROBRAS, TOMAREMOS DE VOLTA"

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22/10/2017

CIRO: SE PRIVATIZAR A ELETROBRAS, TOMAREMOS DE VOLTA


Brasil 247 - 22 DE OUTUBRO DE 2017 ÀS 10:09



Pré-candidato à Presidência em 2018; o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) se mostrou radicalmente contra o projeto de privatização das grandes estatais e já avisou que irá "tomar de volta a Eletrobras" caso ela seja vendida ao capital privado; “Nem pensar em privatizar Petrobrás e Eletrobrás. Não é questão de esquerdismo infantil. Brasil e Venezuela têm petróleo excedente e os EUA consomem mais petróleo do que produzem. Por que vamos entregar isso aos estrangeiros? Isso é estratégico, é uma vantagem que vamos ter de usar por 30 anos", diz Ciro; "A população, zangada com ineficiências do Estado, começa a acreditar que para acabar com o carrapato tem de matar a vaca. Qualquer venda de parcela do petróleo brasileiro feita com a mudança da lei de partilha, se eu for presidente, será desapropriada, com a devida indenização", completou 


Ceará 247 - Para o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o atual sistema previdenciário morreu, mas é preciso fazer uma reforma que contemple aspectos regionais e crie um regime de capitalização público. O ex-governador do Ceará é contra a privatização da Petrobrás e diz que tomará de volta a Eletrobrás se ela for desestatizada.

“Nem pensar em privatizar Petrobrás e Eletrobrás. Não é questão de esquerdismo infantil. Brasil e Venezuela têm petróleo excedente e os EUA consomem mais petróleo do que produzem. Por que vamos entregar isso aos estrangeiros? Isso é estratégico, é uma vantagem que vamos ter de usar por 30 anos. A população, zangada com ineficiências do Estado, começa a acreditar que para acabar com o carrapato tem de matar a vaca. Qualquer venda de parcela do petróleo brasileiro feita com a mudança da lei de partilha, se eu for presidente, será desapropriada, com a devida indenização. Se privatizarem a Eletrobrás, também tomaremos de volta. Pode conceder estradas, mas o que faz o gênio brasileiro nos aeroportos? Privatiza os que dão lucro e deixa o resto onerando o Tesouro.”

Ciro falou ainda do sistema previdenciário

“A sociedade está dividida entre os que imaginam, sem estudar o assunto, que o País precisa de reforma da Previdência para ontem, o que é mentira. E os que querem simplesmente, em homenagem ao corporativismo, negar a necessidade de reforma. A virtude está no meio. Tínhamos seis pessoas ocupadas para financiar uma aposentadoria. Hoje, temos 1,6 empregado para financiar um aposentado. Esse sistema morreu. Precisamos pôr em debate um novo: um sistema de capitalização público, sob controle dos trabalhadores, administrado por executivos premiados e punidos pelo êxito, e com uma agência de risco objetiva para fazer o filtro da alocação desses estoques de poupança compulsória vinculada a investimento de longo prazo. A idade mínima é uma obviedade, mas há de ser com equidade. É absolutamente insustentável moralmente estabelecer a idade mínima de 65 anos para um cidadão que trabalha no semiárido do Nordeste e aquele que trabalha engravatado na Avenida Paulista.”


As informações são de reportagem de Renata Agostini no Estado de S.Paulo.

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Nº 22.539 - "ABAIXO O PRECONCEITO, OU, VIVA AO PRECONCEITO !"


22/10/2017

ABAIXO O PRECONCEITO, OU, VIVA AO PRECONCEITO !


Do WhatsApp - 22/10/2017

por  Marcus Vinícius Rodrigues *

Precisamos acabar com o preconceito e rótulos impostos aos cearenses. 

Temos que parar de achar que no Ceará só tem  campeões de olimpíadas mundiais e nacionais de física e de matemática.

Temos que parar de pensar que no ITA e no IME só entram candidatos cearenses. Isso é total mentira. No ano passado, por exemplo, os cearenses só ocuparam 55% das vagas do ITA e 65% das vagas do IME. Ou seja, muitos outros brasileiros, também estudam lá. 

Temos que parar de divulgar que as escolas de ensino médio no Ceará são as melhores do Brasil. Isso também não é verdadeiro. Entre as 10 melhores escolas de ensino médio no Brasil, apenas 5 estão no Ceará. 

Esse rótulos "não" são confortáveis.

É preciso entender que os cerenses tem "muitas limitações". Por exemplo, seus jovens são os que menos usam tatuagem no Brasil.  Eles não gostam de funk, preferem o baião, xote e forro. Eles ainda respeitam os pais e avós, e pasmem, ainda  pedem a benção dos pais! Isso tudo é muita "limitação". 

Domingo último estava em Lisboa e me encontrei com um grupo de 5 jovens "desvidos" brasileiros, onde 4 eram cearense, que estavam indo para a Alemanha para um evento na área da matemática. E o mais absurdo, eles não iam assistir e passear, eles eram os palestrantes!! E um, estava a telefonar para o pai, e pediu a benção do pai na frente de todos. Caretisse de quem preencheu sua grande cabeça só com conhecimento e valores.

Pensando bem, o preconceito até é juntificado. Eles são  diferentes. Esse "bicho" cearense valoriza até um tal Padin Cicero, meio santo, meio heroi, meio bandido. Vejam, três  "meios" é maior que um. Como pode, isso não é normal!
Valoriza ainda um poeta chamado Patativa de Assaré. Isso é nome de poeta de respeito? E mais, não sabia nem ler! 

Realmente esses cearenses são  marginais a nossa sociedade, principalmente a que mora e tem valores do sudeste brasileiro.  

Essa "cambada" de cearenses só desenvolveu o cérebro, a inteligência,  o raciocínio lógico,  o respeito, o talento e a garra.

Realmente são  limitados e podem até colocar em risco a "saudável, dinâmica , culta e elitista sociedade" de parte do Brasil.



(Estou dentro do avião da TAP, em um vôo Lisboa/Maputo. E até agora só bebi duas garrafas pequenas de vinho. Imagine o que escreveria após a quinta garrafa).



* Marcus Vinícius Rodrigues é cearense, Engenheiro, Mestre e Doutor, pesquisador e palestrante, autor de vários livros, Prof. da FGV e da Universidade de Lisboa.

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Nº 22.538 - " Peito e coxa de frango e o erro de que “aquele público não entende de política "

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22/10/2017


Peito e coxa de frango e o erro de que “aquele público não entende de política”



Do Cafezinho 22/10/2014  Escrito por Wellington Calasans, Postado em Redação, Wellington Calasans Colunista do Cafezinho




Por Wellington Calasans, Colunista do Cafezinho

Resultado de imagem para Wellington CalasansAcompanhei em tempo real os dois discursos proferidos por Lula em São Paulo neste sábado. Ao lado de Guilherme Boulos, falou para “onze mil famílias” (segundo o próprio líder do MTST) em uma ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, iniciada no mês de setembro. Como não poderia deixar de ser, o tema “habitação” esteve no centro das falas, revezadas entre Gleisi Hoffmann, Guilherme Boulos e Lula.

Não apenas habitação, mas outros problemas preocupam. Por isso, o desprezo dos palestrantes em relação ao motivo da invasão a que tem sido submetido o Brasil, o petróleo, é ainda mais preocupante. Longe do que pensam as feministas, o golpe contra Dilma não foi por machismo, foi para assaltar o pré-sal. O petróleo que é o motivo de guerras nas últimas décadas em todo o mundo, e que no Brasil tem sido doado pela cleptocracia no poder, deu lugar às preferências gastronômicas do maior e mais querido líder político brasileiro, Lula.

Coxa e peito de frango foram citados como avanço no consumo de alimentos. Postei no meu mural do Facebook o seguinte: “E Lula voltou a falar sobre peito e coxa de frango neste momento em que o pré-sal está sendo entregue. Fiquei com uma fome danada”. Provoquei o debate, pois apoiar Lula não é sinônimo de ser devoto dele. Este discurso é fraco e reduz o Brasil ao “terreno ocupado” do atual desgoverno. “Se o pré-sal for nosso, vamos comer um galinheiro inteiro todos os dias”, sugestão de discurso para os palestrantes.

A provocação do debate na minha página daquela rede social trouxe comentários do tipo: “ele falou para aquele público. Não podia aprofundar a política”. Discordo completamente desta visão preconceituosa, pois o predominante mar de analfabetos políticos (políticos e eleitores) decorre exatamente do erro de não entender que a política está presente em tudo.

Estão entregando os ativos do Brasil. O país terá sérios problemas para equilibrar as contas. Nem mesmo Lula, o maior líder político do Brasil, poderá resolver os problemas que se avizinham com o a avanço deste desmonte em curso. É hora de falarmos mais seriamente sobre os reais problemas do Brasil.

Até mesmo a “democratização da comunicação social”, mencionada por Lula no segundo discurso de ontem (para delegados do PT) pode parecer obsoleto em 2018. Está cada vez mais claro que não serão mais as empresas nacionais que ditarão as regras da comunicação. A Globo perde audiência e força para a internet que é “gringa”, como tudo o que irá comandar o Brasil se não pararmos com o entreguismo da cleptocracia. A eleição em 2018 é também algo incerto.

Sempre votei (e certamente votarei) em Lula e em Dilma. O antes e depois dos governos deles atestam que fiz as escolhas acertadas. No entanto, precisamos pensar no Brasil como Nação e não apenas como um “recorte histórico de uma sigla partidária”. É hora de reação e não de devoção.

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sábado, 21 de outubro de 2017

Nº 22.537 - "ALMIRANTE OTHON: MINHA PRISÃO INTERESSA AO SISTEMA INTERNACIONAL"

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21/10/2017


ALMIRANTE OTHON: MINHA PRISÃO INTERESSA AO SISTEMA INTERNACIONAL


Do Brasil 247  -  21 DE OUTUBRO DE 2017 ÀS 20:01 



Responsável pela política nuclear e pela construção do submarino nuclear brasileiro, o almirante  almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, concedeu sua primeira entrevista após a Lava Jato; nela, afirmou que é inocente de todas as acusações que levaram à sua condenação a 43 anos de prisão pela Lava Jato e destacou que sua saída da cena energética do país interessa, sobretudo, "ao sistema internacional preocupado com o fortalecimento de um dos países integrantes dos BRICS"; segundo Othon, "os brasileiros transnacionais, muito provavelmente, ficaram satisfeitos com o meu processo e a minha saída do cenário", afirmou


247 - Em sua primeira entrevista após a Lava Jato, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, responsável pelo programa nuclear brasileiro, falou à Carta Capital e afirmou que é inocente de todas as acusações que levaram à sua condenação a 43 anos de prisão pelos supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, embaraço a investigações, evasão de divisas e organização criminosa nas obras de construção da usina nuclear de Angra 3. Segundo ele, sua condenação interessa sobretudo "ao sistema internacional preocupado com o fortalecimento de um dos países integrantes dos BRICS. Os brasileiros transnacionais, muito provavelmente, ficaram satisfeitos com o meu processo e a minha saída do cenário".

Segundo o almirante, os "brasileiros transnacionais são aqueles que, embora tenham nascido neste belo país, gostariam de ser cidadãos de outros países, em particular dos Estados Unidos. Não dão importância aos grandes problemas e desafios nacionais, não se preocupam em resolvê-los e, às vezes, em proveito próprio, não se importam em agravá- los. Minha condenação interessa ao sistema internacional contrário aos BRICS", afirma.

Responsável por uma das mais bem sucedidas experiências mundiais "na viabilização, com tecnologia nacional, do enriquecimento isotópico de urânio e de todas as demais etapas do ciclo do combustível nuclear" e no desenvolvimento e instalação nuclear para submarinos, incluindo a fabricação, no Brasil, de todos os equipamentos e componentes necessários" Othon também gerenciou "a definição do mais moderno programa de construção de centrais nucleares e armazenamento de rejeitos".


"Esse programa provocou grande impacto no cenário internacional. Uma evidência disso é o fato de eu ter recebido, em um mesmo dia, na sede da Eletronuclear, as visitas do subsecretário de Energia dos Estados Unidos e do ex-primeiro-ministro da Rússia e presidente da empresa estatal de energia atômica Rosatom, Sergey Kiriyenko", destacou.

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Nº 22.536 - "Não é 'a política', são alguns políticos. Não é 'a justiça', são alguns justiceiros. Falta o 'ok' do líder"



21/10/2017


Não é “a política”, são alguns políticos. Não é “a justiça”, são alguns justiceiros. Falta o “ok” do líder


O Cafezinho - 21/10/201 Escrito por Wellington Calasans, Postado em Redação, Wellington Calasans



Por Wellington Calasans, Colunista do Cafezinho

Resultado de imagem para Wellington CalasansO discurso da generalização sempre aparece como o atalho para externar a indignação de alguns. Há quem prefira avaliar o contexto para que, dessa forma, possa substituir a indignação por solução. Há políticos sérios, há juízes sérios, há pessoas sérias e há um povo revoltado. O que falta? Um “ok” do líder.
O festival de absurdos contra os brasileiros e contra o Brasil apenas confirma que o problema não está no ataque da cleptocracia, mas sim na defesa dos golpeados. Os golpistas são uma quadrilha organizada, disposta a fazer qualquer coisa para assegurar a própria blindagem. Reféns dos próprios crimes, eles não podem recuar e por isso agem despudoradamente.
No campo da oposição o problema maior é a insistência em respeitar instituições momentaneamente falidas pela fulanização dos seus representantes. Defender um discurso ético contra inimigos notadamente criminosos e já manjados no modus operandi é um erro estratégico. Morrerão sufocados pela covardia e o medo todos os que gritam “é golpe!” e imploram por migalhas dos algozes.
Enquanto ainda resiste, cabe a Lula o papel de liderar a tão necessária revolução para que haja o verdadeiro descobrimento do Brasil. Crimes lesa-pátria gravíssimos têm sido cometidos diariamente, todos impunes. A destruição do Brasil é real. Também não haverá estado social se as nossas riquezas são entregues descaradamente como neste período do golpe.
A baderna está instaurada e é o único parâmetro da cleptocracia no poder. Esta baderna é manifestada de forma alternada e sincronizada entre gângsteres que ocupam as, temporariamente, falidas instituições. Somente através do rompimento com a atual estrutura e a promoção de reformas de todas elas é que será possível a retomada da normalidade institucional e democrática.
O julgamento de cada criminoso lesa-pátria, a moratória dos juros, a extinção da taxa SELIC, a taxação das grandes fortunas, a democratização da comunicação social, impostos para igrejas, reforma do judiciário e da política, etc. são indispensáveis. É preciso recomeçar do zero. É preciso promover a inevitável revolução, pois sem ela nunca teremos uma Nação. O Referendo Revogatório é o combustível desta revolução.
Falta ao líder a convocação do povo para esta luta inevitável. Somente Lula tem hoje o poder de convocar as massas para a promoção da “Queda da Bastilha”, versão tupiniquim. A “Revolução Morena”, como batizou o colega Miguel do Rosário. Sem este rompimento estaremos apenas colocando band-aid em erupções da catapora.
Não haverá eleição para presidente em 2018. Haverá eleição para coveiro do Brasil. Lula tem 72 anos, idade suficiente para saber se quer entrar para história como um preso injustiçado ou como o grande líder da “Revolução Morena”. “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”.
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